31 de julho de 2025

Chuvas elevam níveis dos rios Mundaú e Canhoto em Alagoas e Pernambuco

Após novos temporais, cidades como Canhotinho, Palmeirina e São José da Laje registram aumento no volume dos rios

Por Redação
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Defesa Civil Estadual segue monitorando as chuvas em Alagoas - Foto: Defesa Civil Estadual

Após as novas pancadas de chuva registradas no final da tarde deste domingo (1º), os níveis dos rios Mundaú e Canhoto apresentaram elevação em trechos de Alagoas e Pernambuco. A informação foi divulgada pela Sala de Alerta da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (Semarh).

De acordo com o órgão, o Rio Mundaú registrou aumento nos trechos de Canhotinho, Palmeirina e Correntes, em Pernambuco. Já o Rio Canhoto apresentou elevação em São José da Laje, em Alagoas. A previsão aponta que o Mundaú também poderá ter níveis mais altos a partir de União dos Palmares, devido à confluência com os Rios Canhoto e Ihúmas.

O superintendente de Prevenção de Desastres Naturais da Semarh, Vinícius Pinho, ressaltou que, até o momento, não há risco de transbordamento nos municípios monitorados. As equipes continuam acompanhando a situação em tempo real, com apoio da Defesa Civil Estadual, garantindo alerta e orientação à população caso seja necessário.

Enquanto isso, a cidade histórica de Piranhas enfrenta graves prejuízos após as fortes chuvas do último sábado (28). Imagens e relatos de moradores mostram a força da enxurrada, que invadiu flats, estabelecimentos comerciais e deixou lama acumulada por toda a região.

Dona Cassa, proprietária do Flat Sertão, relatou os danos: "Perdemos algumas coisas, molhou tudo. A água subiu até ali. Estamos tentando limpar e organizar para voltar ao normal". Segundo ela, mesmo após mais de 30 anos morando em Piranhas, nunca havia testemunhado um episódio de chuva tão intenso. A enxurrada afetou também pizzarias, cafés e outros estabelecimentos de hotelaria, causando impactos econômicos imediatos.

Equipes e moradores trabalham desde então na limpeza e recuperação dos imóveis, mas ainda não há previsão para retorno completo à normalidade.

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