31 de julho de 2025
saúde

Pernambuco registra média de 3 casos diários de SRAG e reforça vacinação de gestantes e bebês

Mais da metade das notificações em 2026 são de crianças de 0 a 2 anos; Estado alerta para imunização contra o VSR

Por Redação
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Vacina contra o vírus sincicial respiratório (VSR). - Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

Pernambuco entrou no período de sazonalidade da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), que se intensifica entre março e agosto. Dados da Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco (SES-PE) mostram que, nas primeiras sete semanas de 2026, 53,1% das 314 notificações da doença ocorreram em bebês de 0 a 2 anos — uma média de 3,2 casos por dia.

Segundo o coordenador médico em infectologia da SES-PE, Lucas Caheté, o aumento das chuvas favorece a circulação de vírus respiratórios, afetando principalmente crianças pequenas, cujo sistema imunológico ainda está em desenvolvimento. Ele alerta que quadros inicialmente leves podem evoluir rapidamente para formas graves, com necessidade de internação em UTI.

Em 2025, o estado contabilizou 7.375 casos de SRAG, sendo 4.038 (54,7%) em bebês. Embora não haja cenário de colapso na rede de saúde, a secretaria reforça que a prevenção é essencial para evitar sobrecarga nos serviços pediátricos.

Vacinação e proteção

Desde dezembro, Pernambuco passou a oferecer a vacina contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) para gestantes, principal forma de proteger recém-nascidos contra bronquiolite e pneumonia nos primeiros meses de vida. A imunização, aplicada em dose única a partir da 28ª semana de gestação, já alcançou 25.836 mulheres no estado.

A estratégia permite que a mãe produza anticorpos que são transferidos ao bebê ainda na gestação, garantindo proteção nos primeiros seis meses — fase de maior vulnerabilidade.

Além disso, o estado incorporou ao Sistema Único de Saúde (SUS) o anticorpo monoclonal nirsevimabe, indicado para bebês prematuros (com menos de 36 semanas e 6 dias) e crianças menores de 2 anos com comorbidades, como cardiopatias congênitas, doença pulmonar crônica, imunodeficiências, síndrome de Down, fibrose cística e outras condições que aumentam o risco de formas graves.

O Ministério da Saúde e a SES-PE orientam os municípios a realizarem busca ativa de crianças elegíveis, especialmente prematuros nascidos a partir de agosto de 2025, para garantir a proteção antes do pico da sazonalidade.

A secretaria também reforça a importância de manter o calendário vacinal atualizado, evitar aglomerações e buscar atendimento imediato diante de sinais de agravamento, como dificuldade respiratória.