Ministério Público de Alagoas levará a júri popular madrasta acusada de jogar enteado de 6 anos do 4º andar
O caso ocorreu em maio de 2022, no bairro Benedito Bentes, em Maceió, e a ré será levada ao Tribunal do Júri na próxima quarta-feira (25)
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O Ministério Público de Alagoas (MP/AL) atuará no julgamento de Adriana Ferreira da Silva, acusada de tentativa de homicídio qualificado contra o próprio enteado, uma criança de apenas seis anos. O caso ocorreu em maio de 2022, no bairro Benedito Bentes, em Maceió, e a ré será levada ao Tribunal do Júri na próxima quarta-feira (25). A promotora de Justiça Adilza Inácio de Freitas, da 42ª Promotoria de Justiça da capital, será responsável por sustentar a acusação.
De acordo com a denúncia, na madrugada de 23 de maio de 2022, após uma discussão com o companheiro em via pública, a acusada retornou para casa e, enquanto a criança dormia, teria passado a proferir ameaças contra o menino. O pai da vítima, José Marcos Nascimento dos Santos, relatou ter ouvido a frase "Ele vai morrer agora" momentos antes da queda. Em seguida, o filho da acusada, um adolescente, teria gritado em desespero para que a mãe não fizesse aquilo. Vizinhos viram o menino caído no chão, ensanguentado e em estado de choque, após ter sido arremessado da janela do quarto andar do apartamento onde morava.
Ao retornar para casa, enquanto o menino dormia, Adriana Ferreira da Silva teria passado a agir de forma agressiva, proferindo ameaças contra a criança. O pai, José Marcos Nascimento dos Santos, relatou ter ouvido, momentos antes da queda, a frase: "Ele vai morrer agora". Em seguida, o filho da acusada, um adolescente, teria gritado em desespero para que a mãe não fizesse aquilo. Pouco depois, vizinhos viram o menino caído no chão, ensanguentado e em estado de choque.
Criança sobreviveu
O menino foi socorrido às pressas e encaminhado a um hospital. Documentos médicos que constam no processo indicam que a vítima sofreu lesões graves, incluindo hematomas e ferimentos decorrentes da queda em altura elevada. Para o Ministério Público, a morte só não ocorreu por circunstâncias alheias à vontade da acusada, o que caracteriza a tentativa de homicídio.
Ainda segundo a denúncia, a própria ré confessou ter jogado o enteado pela janela, atribuindo sua conduta ao estado emocional alterado após a discussão com o companheiro.
Crime qualificado e julgamento pelo Tribunal do Júri
O MPAL denunciou a acusada por tentativa de homicídio qualificado, com incidência da qualificadora que tornou impossível a defesa do menino, agravada pelo fato de ele ainda ser uma criança, absolutamente vulnerável e incapaz de oferecer qualquer resistência.
O julgamento previsto para a próxima quarta-feira (25) terá a promotora de Justiça Adilza Inácio de Freitas no papel de acusação. "Vamos falar sobre a defesa da vida e a proteção integral da criança, que é papel de toda a sociedade, para além de pedir a condenação da ré que, em vez de oferecer ao enteado um ambiente que deveria ser de cuidado e proteção, tentou tirar a sua própria vida. É importante ressaltarmos que esse julgamento vai expor a face mais cruel da violência doméstica, que é quando conflitos entre adultos atingem diretamente quem não tem qualquer possibilidade de defesa", afirmou a representante do Ministério Público.