31 de julho de 2025
SAÚDE

Ex-ginasta Laís Souza se emociona ao conhecer paciente que voltou a andar após tratamento experimental

Encontro com paciente que utilizou polilaminina reforça esperança em avanços científicos para lesão medular

Por Redação
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Laís Souza e Bruno Drummond de Freitas - Foto: Reprodução/Redes Sociais

A ex-ginasta Laís Souza viveu um momento de forte emoção ao conhecer Bruno Drummond de Freitas, paciente que apresentou recuperação significativa após um tratamento experimental para lesão medular. O encontro foi compartilhado nas redes sociais da atleta e chamou atenção pelo simbolismo da história.

Laís ficou tetraplégica em 2014, após sofrer um grave acidente durante a preparação para os Jogos Olímpicos de Inverno de Sochi, na Rússia. Desde então, ela acompanha de perto pesquisas e avanços científicos voltados à reabilitação de pessoas com lesões na medula espinhal, tornando-se uma das vozes mais conhecidas na defesa de novas terapias.

Bruno sofreu um acidente de carro em abril de 2018 e teve fraturas na coluna nas regiões C6 e T8. A lesão medular cervical foi considerada completa, com diagnóstico inicial de tetraplegia. Menos de 24 horas após o trauma, ele passou por cirurgia e recebeu a aplicação experimental de polilaminina, substância administrada em formato semelhante ao de uma vacina.

Ele se tornou o primeiro paciente no mundo a utilizar a substância em casos de lesão medular aguda. De acordo com o relato divulgado, o primeiro movimento voluntário aconteceu cerca de três semanas depois, quando conseguiu flexionar o dedão do pé. A partir desse momento, a recuperação evoluiu gradualmente.

Atualmente, Bruno é descrito como funcionalmente independente, embora ainda conviva com algumas sequelas decorrentes do trauma.

A polilaminina é derivada da laminina, proteína relacionada à estrutura e sustentação celular. A substância vem sendo estudada como possível alternativa para estimular a regeneração neural em pacientes com lesões medulares.

Em janeiro deste ano, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária autorizou o início de um estudo clínico envolvendo a polilaminina. A pesquisa é desenvolvida pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e patrocinada pela Cristália Produtos Químicos Farmacêuticos Ltda.

O estudo está na fase 1, etapa voltada a pacientes com lesões agudas e que tem como foco principal avaliar a segurança do medicamento. A comprovação da eficácia dependerá das próximas fases da pesquisa clínica.

O encontro entre Laís Souza e Bruno representa mais do que uma história de superação individual. Para especialistas e pacientes, casos como esse reforçam a importância do investimento em ciência e pesquisa no Brasil, especialmente em áreas como neurologia e reabilitação.

Embora o tratamento ainda esteja em fase experimental, os resultados iniciais reacendem a esperança de que, no futuro, novas terapias possam transformar o prognóstico de pessoas diagnosticadas com lesão medular.

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