Paraplegia de paciente tem relação com uso de fenol, aponta relatório do CRM
Relatório aponta 'indício de relação causal' entre procedimento e lesão; paciente de 25 anos perdeu movimentos das pernas após tratamento para endometriose
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Um relatório do Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal (CRM-DF) identificou sinais de que a paraplegia de uma técnica de enfermagem de 25 anos tenha relação causal com a aplicação de fenol durante tratamento para endometriose. O documento da sindicância afirma que "há indício de relação causal entre o procedimento médico e o efeito adverso", referindo-se ao caso de Bruna Conceição dos Santos, que perdeu os movimentos das pernas após se submeter ao tratamento em uma clínica particular do DF em maio de 2024.
Bruna, que havia se casado há apenas um mês, buscava alívio para dores pélvicas causadas pela endometriose quando realizou o procedimento na clínica L'Essence, sob responsabilidade do médico Lucas Franca. O relatório do CRM-DF destacou que, "muito embora a ação do médico tenha sido proporcionar melhora da condição clínica da paciente, há de se considerar que houve uma possível lesão das raízes motoras", acrescentando que o próprio médico reconhece essa possibilidade como um efeito adverso raro da técnica.
A Defensoria Pública do DF ingressou com ação judicial contra a clínica e o médico responsável, enquanto o CRM-DF mantém as investigações sobre o caso. Tanto a clínica L'Essence quanto o médico Lucas Franca negam qualquer erro na execução do procedimento, que resultou na paraplegia da paciente um mês após seu casamento.