Por que não se come carne na Quarta-Feira de Cinzas?
Tradição cristã marca início de período de reflexão e orienta jejum e abstinência entre os fiéis
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A Quarta-Feira de Cinzas marca o início da Quaresma, período de 40 dias dedicado à reflexão, à penitência e à preparação espiritual para a Páscoa. Logo no primeiro dia, a Igreja Católica recomenda jejum e abstinência de carne como forma de exercício espiritual e sinal de conversão.
A prática tem origem antiga e está ligada ao simbolismo do sacrifício. Para os católicos, deixar de consumir carne — especialmente a vermelha — representa um gesto de renúncia e disciplina, recordando o sofrimento de Jesus Cristo. A orientação também se estende às sextas-feiras da Quaresma.
O que significa a abstinência?
A abstinência de carne não é apenas uma regra alimentar. Ela simboliza simplicidade e desapego. Por isso, muitos fiéis substituem a carne por peixe, ovos ou outros alimentos considerados mais simples.
Além do catolicismo, o período quaresmal também é observado por igrejas ortodoxas, anglicanas e luteranas, com variações nas regras de jejum. No Brasil, por influência cultural e religiosa, a tradição é bastante difundida, mesmo entre pessoas que não seguem rigorosamente os preceitos da Igreja.
A data muda todo ano
A Quarta-Feira de Cinzas é uma data móvel porque depende do calendário da Páscoa. A celebração pascal ocorre no primeiro domingo após a primeira lua cheia do equinócio da primavera no Hemisfério Norte. A partir daí, contam-se 40 dias (sem incluir os domingos) para chegar ao início da Quaresma.
Em 2026, a data foi celebrada em 18 de fevereiro.
É feriado?
Apesar da importância religiosa, a Quarta-Feira de Cinzas não é feriado nacional no Brasil. Para órgãos públicos federais, costuma ser ponto facultativo até as 14h. No setor privado, a liberação do expediente depende da decisão de cada empresa ou de acordo coletivo.
Assim, a recomendação de não consumir carne é uma orientação religiosa, não uma obrigação civil. A prática faz parte de uma tradição que atravessa séculos e continua presente na cultura brasileira como símbolo de fé e reflexão.