31 de julho de 2025
CÂMARA DE MACEIÓ

Vereador diz que Saúde de Alagoas vive na UTI e cita equipamentos parados e falhas na gestão estadual

Parlamentar do PL criticou a organização da Sesau, lembrou que ambulâncias seguem sem sair do pátio e destacou que serviço de equoterapia só foi retomado por emenda parlamentar e parceria com a Prefeitura de Maceió

Por Redação
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O vereador Caio Bebeto - Foto: Assessoria

O vereador Caio Bebeto (PL) fez duras críticas à gestão da saúde pública em Alagoas durante sessão na Câmara Municipal de Maceió nesta quarta-feira (11). O parlamentar afirmou que a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) é a "pior pasta do Governo de Alagoas" e declarou que o setor "vive na UTI".

Em seu pronunciamento, Caio Bebeto fez questão de ressalvar a qualidade dos profissionais que atuam na secretaria, mas apontou falhas estruturais na organização da gestão estadual.

"A gente sabe que na Sesau tem profissionais excelentes, tem pessoas com boa vontade, capacitadas, mas falta, de fato, organização para que as coisas funcionem", declarou.

O vereador citou como exemplo concreto dessa desorganização o serviço de equoterapia voltado a crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) . Segundo ele, o atendimento — essencial para cerca de 200 pacientes — só foi restabelecido por articulação do Legislativo, não por iniciativa do Executivo estadual.

"O atendimento foi restabelecido em janeiro após emenda do deputado estadual Cabo Bebeto, em parceria com a Prefeitura de Maceió. Se depender do governo do estado não vai para frente", afirmou.

Os dados disponíveis mostram que a emenda parlamentar de Cabo Bebeto (PL) , no valor superior a R$ 800 mil, garantiu a continuidade dos atendimentos da Associação de Equoterapia de Alagoas ao longo de 2026. Uma reunião para formalização do contrato está marcada para a próxima terça-feira (16) .

Outro ponto de crítica do vereador foi a destinação de ambulâncias entregues ao governo estadual. Caio Bebeto afirmou que os veículos seguem sem utilização, mesmo diante da demanda da população por atendimento.

"Até hoje estão paradas, nenhuma saiu do pátio, no entanto as pessoas precisam de atendimento. Essa é a realidade da saúde aqui no estado de Alagoas", concluiu.

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