Governo prepara "leilão do consignado" do INSS para reduzir juros e assédio a aposentados
Novo modelo, previsto para o primeiro semestre de 2026, permitirá que beneficiários comparem propostas de bancos dentro do aplicativo Meu INSS e contratem com dupla checagem por biometria
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O governo federal prepara uma mudança completa na forma como aposentados e pensionistas contratam empréstimo consignado pelo INSS. O novo modelo, apelidado de "leilão do consignado", promete juros mais baixos, mais transparência e menos assédio de bancos e financeiras. A previsão é que a novidade seja lançada ainda no primeiro semestre de 2026.
Como vai funcionar o "leilão"?
Tudo será feito pelo aplicativo Meu INSS. O beneficiário informa quanto quer pegar emprestado, o valor máximo da parcela e o teto de juros que aceita pagar. A partir daí, as instituições financeiras habilitadas (hoje são 61) têm até 48 horas para apresentar suas propostas em formato de lances.
As ofertas são exibidas em ordem crescente de custo, e o segurado escolhe a que mais lhe agrada. O banco vencedor não pode alterar nenhuma condição na hora de formalizar o contrato — o sistema bloqueia qualquer divergência.
Uma das principais novidades é o sistema de dupla checagem. Depois de assinar o contrato, o beneficiário precisa confirmar novamente que deseja aquela proposta, com validação por biometria. Esse mecanismo foi desenhado para aumentar a segurança e prevenir fraudes, um problema comum na modalidade.
Com o novo modelo, a iniciativa da contratação parte do próprio segurado, e não mais das instituições financeiras. A expectativa é que isso reduza drasticamente as ligações insistentes, mensagens e propostas indesejadas que aposentados recebem diariamente.
O que muda na prática?
- O beneficiário escolhe entre propostas dentro do Meu INSS.
- Biometria confirma os contratos e inibe fraudes.
- Fim do assédio: o segurado decide quando e com quem contratar.
- Juros mais competitivos com a concorrência direta entre bancos.
A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) já se manifestou favoravelmente à iniciativa. Em nota, afirmou que o modelo segue a lógica de outras soluções digitais do governo e amplia a transparência, permitindo que o beneficiário compare taxas, prazos e condições antes de decidir.