Presidente da CPMI do INSS quer investigar duas igrejas evangélicas
Senador Carlos Viana (Podemos-MG) diz que indícios contra as instituições são "robustos". Uma delas pertence a sócio de entidade investigada; outra recebeu R$ 500 mil de empresa de marketing
Publicado em
O presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), informou aos membros da comissão que dará andamento à investigação contra duas igrejas evangélicas citadas nos autos do inquérito que apura fraudes no instituto. Segundo Viana, os indícios contra essas instituições são mais "robustos" e justificam um olhar mais aprofundado.
As duas igrejas na mira da CPMI são a Igreja Evangélica Pentecostal Ministério Visão de Deus (DF) - O próprio Carlos Viana protocolou na segunda-feira (2) um pedido de quebra do sigilo bancário da entidade, que pertence a um dos sócios da Associação dos Aposentados do Brasil (AAB), entidade que está no centro das investigações da "farra do INSS", conforme revelou reportagem do Metrópoles - e a Igreja Assembleia de Deus Ministério do Renovo (MA). Um requerimento para quebra de sigilo da igreja, apresentado pelo deputado Rogério Correia (PT-MG), já foi aprovado pela comissão. A Renovo foi citada anteriormente pela senadora Damares Alves (Republicanos-DF) como alvo de interesse. O motivo foi uma movimentação de R$ 500 mil da empresa ADS Soluções e Marketing Ltda. para os cofres da instituição religiosa.
A CPMI do INSS investiga um suposto esquema de corrupção que desviou bilhões de reais do instituto por meio de benefícios fraudulentos concedidos a pessoas que não tinham direito. O foco nas igrejas surge a partir de indícios de que instituições religiosas podem ter sido usadas para lavar dinheiro ou receber recursos desviados do esquema.
A decisão de Viana de priorizar a investigação sobre essas duas igrejas marca um novo capítulo nas apurações, expandindo o escopo para além de políticos e empresários, e atingindo o sistema financeiro de organizações religiosas supostamente ligadas ao esquema criminoso.