31 de julho de 2025
BRASIL

Prima de tio de Suzane von Richthofen deixa delegacia após depor sobre disputa milionária por herança

Carmem Silvia Magnani acusa Suzane de furto na casa do tio e quer impedi-la de administrar os bens, avaliados em R$ 5 milhões

Por Redação
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Suzane, que tirou o sobrenome Richthofen; Miguel Netto, seu tio; e Carmem Magnani, prima dele - Foto: Reprodução/Luara Leimig/TV Vanguarda e Arquivo pessoal

A empresária Carmem Silvia Magnani, prima do tio materno de Suzane von Richthofen, deixou a delegacia do Campo Belo, em São Paulo, sem falar com a imprensa após mais de duas horas de depoimento nesta terça-feira (10). Ela é uma das envolvidas na disputa judicial pela herança de R$ 5 milhões deixada pelo médico Miguel Abdalla Netto, encontrado morto em sua casa em janeiro.

Magnani, que diz ter sido companheira do médico por mais de uma década, acusa Suzane de ter furtado bens da casa de Abdalla após sua morte, incluindo um carro, sem autorização judicial. Ela também questiona na Justiça a nomeação de Suzane como inventariante dos bens, temendo que a condenada pelo assassinato dos pais administre a herança.

Para tentar bloquear Suzane, Magnani procurou o irmão de Suzane, Andreas, para que ele pleiteasse a herança, mas não conseguiu localizá-lo. A Justiça já decidiu nomear Suzane como inventariante, entendendo que não há impedimento legal automático devido ao seu crime passado.

A morte de Miguel Abdalla, em 9 de janeiro, foi registrada como “suspeita”, apesar de não apresentar sinais claros de violência. A polícia abriu um inquérito. Dias após o óbito, o muro de sua casa amanheceu pichado com a frase: “Será que foi a Suzane?”.

A Polícia Civil também investiga um furto ocorrido na residência do médico em 20 de janeiro, onde móveis, documentos e dinheiro foram levados.

Miguel Abdalla foi tutor de Andreas e ex-inventariante dos bens dos pais de Suzane, assassinados em 2002 por sua ordem. A relação entre tio e sobrinha já foi conflituosa: em 2006, Abdalla acionou a Justiça alegando que Suzane rondava sua casa.

Suzane von Richthofen cumpre pena em regime aberto desde 2023 pela condenação de 39 anos e 6 meses pelo assassinato dos pais. A batalha judicial pela herança do tio promete ser mais um capítulo turbulento na história da família.

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