31 de julho de 2025
Investigação

Apartamento de tio de Suzane von Richthofen é esvaziado dias após a morte em São Paulo

Imóvel foi retirado antes da abertura do inventário; Polícia Civil apura morte suspeita e possível retirada irregular de bens

Por Redação
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Apartamento de tio de Suzane von Richthofen é esvaziado dias após a morte em São Paulo - Foto: Reprodução

O apartamento do médico aposentado Miguel Abdalla Netto, de 76 anos, tio de Suzane von Richthofen, foi completamente esvaziado 11 dias após a morte dele, registrada no início de janeiro, no bairro do Campo Belo, zona sul de São Paulo. A retirada dos bens ocorreu antes da abertura oficial do inventário e levantou questionamentos de familiares, que acionaram a polícia.

A informação foi divulgada pelo escritor Ulisses Campbell e relatada por uma sobrinha do médico. Segundo ela, no dia 20, móveis, eletrodomésticos e até o carro de Miguel desapareceram do imóvel. O veículo, um Subaru praticamente novo, teria valor estimado em R$ 256 mil. A parente afirma ainda que parte dos itens retirados não pertencia ao médico, mas a ela própria.

A sobrinha diz ter procurado a 27ª Delegacia de Polícia, no Campo Belo, para registrar a ocorrência, mas foi orientada a retornar no dia seguinte. Durante o atendimento, ela relata ter ouvido de um policial que um familiar, não identificado, poderia ter feito a retirada dos bens com o auxílio de um caminhão. Ainda assim, comunicou que o apartamento havia sido acessado e esvaziado antes de qualquer decisão judicial sobre a partilha do patrimônio.

O atestado de óbito de Miguel Abdalla Netto aponta causa indeterminada e prevê a realização de exames complementares. A Polícia Civil classificou o caso como morte suspeita e segue investigando as circunstâncias do falecimento.

O corpo do médico foi encontrado por um vizinho que possuía a chave do apartamento. Estranhando a ausência prolongada, ele entrou no imóvel e localizou Miguel já sem vida, sentado em uma poltrona. Desde então, o vizinho passou a ser procurado por familiares interessados em acessar o local, mas se recusou a entregar a chave sem autorização judicial.

Miguel foi sepultado em Pirassununga, no interior paulista. Sem pais vivos, cônjuge, filhos ou irmãos, a morte abriu uma disputa entre parentes colaterais. Levantamentos em cartórios indicam que ele não deixou testamento, o que, pelas regras legais, inclui Suzane von Richthofen na linha sucessória, salvo decisão judicial em contrário.

Anos atrás, o próprio Miguel recorreu à Justiça para impedir que Suzane herdasse os bens dos pais, obtendo o reconhecimento da indignidade naquele processo. Agora, a ausência de testamento e o esvaziamento do apartamento após o óbito colocam a sucessão sob questionamentos, enquanto a polícia apura o caso e a Justiça organiza os próximos passos da herança.