Justiça nomeia Suzane von Richthofen como inventariante da herança do tio
Defesa de Silvia Magnani, que alega união estável com o falecido, contesta decisão e cita histórico penal de Suzane
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A Justiça de São Paulo nomeou Suzane von Richthofen como inventariante do espólio de seu tio materno, Miguel Abdalla Neto, falecido em janeiro. A decisão foi divulgada pela defesa de Silvia Magnani, que se apresenta como ex-companheira do médico e está em uma disputa judicial pela herança.
Os advogados de Silvia Magnani emitiram uma nota afirmando "profunda preocupação" com a decisão. Eles argumentam que:
- A nomeação foi prematura, pois o prazo para apresentar documentos que comprovem a união estável entre Silvia e Miguel ainda não terminou (encerra-se na próxima terça, 10).
- Se a união estável for reconhecida, Silvia teria direitos sucessórios que poderiam afetar a gestão de Suzane.
- O histórico penal de Suzane e atos como a soldagem dos portões da casa e a retirada de um veículo após a morte do tio são apontados como riscos para uma administração "isenta e segura" do patrimônio.
De acordo com documentos acessados pela defesa de Suzane, as medidas na casa do tio foram atos de preservação patrimonial, pois o imóvel teria sofrido invasões e furtos após a divulgação da morte. O veículo estaria guardado em "local seguro" aguardando decisão judicial.
Com a nomeação, Suzane passa a ser a responsável legal pela administração de todos os bens, direitos e obrigações deixados por Miguel Abdalla Neto. A defesa de Silvia Magnani anunciou que recorrerá da decisão. A CNN Brasil tentou contato com a defesa de Suzane para um posicionamento.
O caso promete novos capítulos na Justiça, com a batalha pelo espólio e a questão da possível união estável ainda em aberto.