Família desaparecida em Cachoeirinha (RS): polícia trabalha com hipótese de homicídio e prende ex-companheiro de uma das vítimas
Investigadores analisam vestígios de sangue e celular encontrados na casa; Silvana, de 48 anos, e seus pais, de 69 e 70, não são vistos desde o fim de janeiro
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A Polícia Civil do Rio Grande do Sul trabalha com a hipótese principal de homicídio no caso do desaparecimento de três pessoas da mesma família em Cachoeirinha, na Região Metropolitana de Porto Alegre. Silvana Germann de Aguiar, 48 anos, e seus pais, Dalmira, 70, e Isail, 69, não são vistos desde os dias 24 e 25 de janeiro.
Nesta terça-feira (10), a polícia prendeu temporariamente o policial militar Cristiano Domingues, ex-companheiro de Silvana. A prisão tem como objetivo evitar que ele atrapalhe as investigações e permitir o avanço das diligências.
Linhas da investigação:
- A principal linha, segundo o delegado Ernesto Prestes, é de homicídio, embora outras possibilidades não estejam totalmente descartadas.
- O Instituto-Geral de Perícias (IGP-RS) analisa vestígios de sangue e um celular encontrados na casa da família.
- A polícia suspeita que a publicação de Silvana sobre um "acidente em Gramado" possa ter sido feita por outra pessoa para despistar um crime, já que há indícios de que ela nem teria viajado.
O caso começou quando Silvana desapareceu após publicar que sofrera um acidente. No dia seguinte, seus pais foram à delegacia para reportar o sumiço da filha, mas, não encontrando o local aberto, voltaram para casa e também desapareceram.
Imagens de segurança mostram a movimentação de três carros na casa na noite do desaparecimento de Silvana: um vermelho (que entra e sai), o carro branco dela (que entra, mas não é visto saindo) e um terceiro veículo que chega mais tarde.
A polícia afirma que ainda não pode revelar detalhes sobre motivos ou como o crime pode ter acontecido para não atrapalhar as investigações, que seguem em andamento.