Caso das crianças desaparecidas em Bacabal (MA) tem reviravolta: polícia faz buscas com cães farejadores na casa da mãe
Investigadores passaram horas no local e usaram helicóptero e cães especializados; mãe das crianças desabafa nas redes e nega rumores sobre venda dos filhos e conflito familiar
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O caso do desaparecimento dos irmãos Ágatha Isabelly, 6 anos, e Allan Michael, 4 anos, em Bacabal (MA), teve uma nova e significativa reviravolta. Na última quinta-feira (5), sete policiais civis passaram horas na casa da mãe das crianças, Clarice Cardoso, e do padrasto, Márcio, realizando uma vistoria detalhada no imóvel e no entorno, segundo informações do jornal Meio Norte.
A ação ganhou maior peso no período da tarde, quando a polícia retornou ao local com helicóptero e cães farejadores especializados em localizar cadáveres. O uso desses animais deixa claro que uma das linhas de investigação seguida pelas autoridades é a possibilidade de que as crianças tenham sido mortas e enterradas na residência ou nas proximidades.
A polícia não divulgou se foram feitas descobertas concretas durante as buscas. Até o momento, a mãe e o padrasto permanecem em liberdade, sem que qualquer acusação formal tenha sido apresentada contra eles.
No dia seguinte às buscas, Clarice Cardoso usou as redes sociais para desabafar. Ao postar uma foto com os filhos, escreveu: “Deus! Hoje eu estou sentindo que minha dor está maior que minhas forças… Então te peço pai, me ajude a ficar firme… Me ajude a entender que essa luta vai passar”.
Ela também respondeu diretamente a rumores que circularam sobre o caso. Em entrevista, negou veementemente a informação de que teria recebido R$ 35 mil em sua conta, supostamente por ter “vendido” os filhos. “Não é verdade! É mentira, é fake news… Já entrei com processos”, afirmou. A polícia já havia declarado anteriormente que não encontrou transações suspeitas em suas contas.
Clarice ainda desmentiu boatos de que teria um relacionamento ruim com a própria mãe, avó das crianças. Ela explicou que moram no mesmo terreno e que a avó é seu principal apoio, cuidando frequentemente dos netos. “Ela que fica falando: minha filha, come, tu tem que estar forte para receber seus filhos”, relatou.
As investigações continuam em andamento enquanto a família e a comunidade aguardam por respostas sobre o paradeiro de Ágatha e Allan.