31 de julho de 2025
PARANÁ

"Uma força divina me ajudou", diz advogada que salvou família de incêndio após ter 63% do corpo queimado

Juliane Vieira, de 29 anos, relembra com detalhes o resgate da mãe e do primo de 4 anos pela janela do 13º andar em Cascavel (PR) e celebra alta médica após três meses de tratamento intensivo

Por Redação
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'Tinha uma força divina me ajudando', relembra advogada que salvou família de incêndio no PR - Foto: Reprodução/TV Globo

Em um depoimento emocionante, a advogada Juliane Vieira, de 29 anos, revelou detalhes do resgate heroico que salvou sua mãe e seu primo de um incêndio em um apartamento no 13º andar em Cascavel, no Paraná, em outubro de 2025. Quase 20 dias após receber alta, ela concedeu entrevista ao Fantástico deste domingo (8) e atribuiu sua força a uma "força divina" durante a ação que a deixou com queimaduras em 63% do corpo.

"Desde que eu acordei na UTI e me lembrei de tudo, sei que ali não era somente eu, tinha uma força divina muito forte me ajudando", declarou Juliane, que passou mais de três meses internada no Hospital Universitário de Londrina (HU), referência no tratamento de queimaduras. Ela se tornou a primeira sobrevivente do centro com mais de 60% do corpo queimado a deixar a UTI andando.

Com clareza, Juliane descreveu a sequência dramática. Acordada pelos gritos do primo Pietro, de 4 anos, ela se deparou com o corredor em chamas. Com a porta de saída bloqueada, a única opção foi a janela. "Pulei no suporte do ar-condicionado, não pensei duas vezes", relembrou. Ela segurou Pietro e o colocou na janela do apartamento abaixo, que, "por obra divina", foi aberta por uma moradora. Sua mãe, Sueli, foi retirada em seguida.

O caso surpreendeu a equipe médica. "Meu Deus, o desafio vai ser gigantesco", pensou a cirurgiã Xenia Tavares ao ver a extensão das queimaduras de Juliane. A vitória da paciente foi comemorada como uma conquista coletiva. Agora em casa, a advogada enfrenta a fase de reabilitação. "É difícil, preciso tomar banho com auxílio da minha mãe, mas com a fisioterapia diária, estou retomando os movimentos", contou.

incêndio no Edifício João Batista ocorreu em 15 de outubro de 2025. Imagens do resgate circularam nas redes, mostrando Juliane se pendurando na fachada para salvar os familiares. Sua mãe recebeu alta após 11 dias, e Pietro, em novembro. Juliane, em estado grave, foi transferida de avião para Londrina. Dois bombeiros também se feriram no combate às chamas, que foram controladas sem se propagar pelo prédio, evacuado a tempo.

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