Vavazinho cobra Governo após Justiça autorizar interrupção de fornecimento de oxigênio a hospitais de AL
Parlamentar afirmou que já havia alertado para problemas relacionados ao abastecimento e criticou dívida da Sesau com a White Martins
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O vereador de Arapiraca Vavazinho (PL) repercutiu, nesta quarta-feira (8), a decisão judicial que autorizou a White Martins a iniciar a desmobilização do fornecimento de gases medicinais à rede estadual de saúde devido a uma dívida superior a R$ 9 milhões da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau).
Em publicação nas redes sociais, o parlamentar afirmou que o caso reforça alertas feitos anteriormente por ele sobre a situação da saúde pública estadual.
"Mais uma vez, uma preocupação que eu já havia alertado volta à tona. Fui ignorado, ironizado, mas os fatos estão aí", escreveu.
No vídeo publicado, Vavazinho comparou o fornecimento de oxigênio em hospitais a necessidades básicas do dia a dia.
"Quando a gente fala do básico, do trivial que deve existir, na nossa casa não pode faltar comida, água e medicamento. No hospital também não pode faltar oxigênio, medicamento. Essas coisas não podem faltar", afirmou.
O vereador citou a decisão envolvendo a White Martins e voltou a mencionar uma denúncia feita anteriormente por ele sobre suposta falta de oxigênio durante o transporte interno de pacientes em uma unidade hospitalar.
"Essa notícia traz à tona novamente aquele fato que citei e pelo qual fui atacado por alguns, principalmente na unidade de emergência, sobre a falta de oxigênio no transporte interno da unidade", declarou.
Na publicação, Vavazinho também criticou a condução da gestão estadual diante da dívida com a fornecedora.
"O governador tem que pagar a White Martins para que não falte o fôlego de quem está internado no hospital. Quem está dentro de uma UTI sabe o que é passar por isso. Vamos ter mais amor ao próximo e mais consciência", disse.
Entenda o caso
A repercussão ocorre após a White Martins informar que iniciará a desmobilização do fornecimento de gases medicinais para a rede estadual de saúde, seguindo cronograma autorizado pela Justiça. Segundo a empresa, a Secretaria de Estado da Saúde acumula uma dívida superior a R$ 9 milhões.
Na decisão, a Justiça reconheceu a inadimplência do Estado e apontou o descumprimento de determinações judiciais e de acordos firmados para regularização dos pagamentos.
A White Martins informou que manteve o abastecimento por mais de três anos, apesar da falta de pagamento, para evitar prejuízos aos pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), e afirmou ter encaminhado mais de 30 notificações à Sesau sem obter solução definitiva.
Até o momento, a Secretaria de Estado da Saúde não se manifestou publicamente sobre as declarações do vereador. O espaço permanece aberto para posicionamento.