Assassinato de cabo da PM desencadeia onda de confrontos com 11 mortes em Salvador
Morte do cabo Glauber Santos, 42 anos, no Complexo do Nordeste de Amaralina, levou a operações policiais que resultaram na morte de 11 suspeitos em dois dias
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A morte do cabo da Polícia Militar Glauber Rosa Santos, 42 anos, na madrugada de terça-feira (3), desencadeou uma série de confrontos violentos que resultaram na morte de 11 suspeitos no Complexo do Nordeste de Amaralina, em Salvador, entre terça (3) e quinta-feira (5).
O cabo foi atingido na cabeça durante uma troca de tiros em uma ronda. Após sua morte, o policiamento foi reforçado drasticamente na região. Segundo a Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), os 11 homens mortos em confrontos subsequentes com a polícia trocaram tiros com os agentes e tinham passagens por crimes como tráfico de drogas, roubo e porte ilegal de arma. A polícia ainda não confirmou se algum deles participou diretamente do assassinato do cabo Glauber.
A onda de violência paralisou serviços essenciais na região por vários dias. O transporte público teve seu ponto final alterado, com ônibus deixando de circular na área de conflito. A Escola Municipal São Pedro Nolasco manteve as aulas suspensas, afetando 124 estudantes. O comércio e a circulação de moradores foram severamente restringidos.
Em resposta ao crime, o delegado-geral da Polícia Civil, André Viana, afirmou que "não haverá trégua" até que todos os envolvidos sejam levados à Justiça. Equipes especiais realizaram buscas e coletaram depoimentos na região do Vale das Pedrinhas.
O cabo Glauber, que ingressou na PM em 2009 e tinha dois filhos pequenos, foi sepultado em sua cidade natal, Senhor do Bonfim. A Defensoria Pública da Bahia emitiu nota afirmando que acompanha os casos, reafirmando o "compromisso com a preservação da vida e da dignidade humana", mas sem detalhar ações específicas.