Vítimas de golpe do 'bilhete premiado' devem procurar a polícia para tentar reaver dinheiro, orienta PCAL
Sete integrantes de quadrilha gaúcha foram presos em Maceió ao tentar fugir; grupo aplicava golpes em idosos com promessas falsas de prêmio
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A Polícia Civil de Alagoas (PCAL) orienta que as vítimas do golpe do "bilhete premiado" procurem a delegacia para registrar a ocorrência e tentar reaver os prejuízos. A recomendação foi dada após a prisão de sete integrantes de uma quadrilha especializada no crime, todos do Rio Grande do Sul, durante a Operação Conto do Bilhete Premiado, realizada na quinta-feira (5) no Aeroporto Zumbi dos Palmares, em Maceió.
Os suspeitos foram presos ao tentar embarcar para São Paulo. Quatro foram detidos em flagrante e três tiveram mandados de prisão cumpridos. Celulares, dinheiro e uma mini-impressora usada para falsificar bilhetes foram apreendidos.
A quadrilha, de atuação itinerante, abordava principalmente idosos nas ruas. Os golpistas mostravam um bilhete de loteria falso, diziam que ele era premiado e pediam "ajuda" para resgatar o valor. Em troca, prometiam uma parte do prêmio. Para isso, convenciam as vítimas a:
- Entregar dinheiro como "adiantamento" para custear taxas.
- Fornecer cartões bancários e senhas, realizando depois saques e transferências diretas das contas.
Uma idosa na Paraíba teve um prejuízo de R$ 148 mil. Em Alagoas, uma vítima reconheceu os suspeitos, que já a haviam abordado em 2025.
A Delegacia de Estelionatos orienta que as pessoas lesadas compareçam à polícia com documentos que comprovem os valores perdidos (extratos, recibos) para registrar uma ocorrência complementar. Isso é essencial para as medidas legais de ressarcimento.
As investigações continuam para apurar se há mais vítimas e se o grupo agia em outros estados. Os presos respondem por estelionato, furto mediante fraude, organização criminosa e uso de documento falso.