31 de julho de 2025
POLÍTICA

Nikolas Ferreira chama padre de "falso profeta" após críticas a caminhada bolsonarista

Deputado rebateu críticas feitas durante missa no Santuário de Aparecida. Peregrinação, que pedia liberdade de Bolsonaro, terminou com 30 feridos por um raio

Por Redação
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O deputado federal Nikolas Ferreira - Foto: Reprodução

O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) respondeu com dureza às críticas feitas pelo padre Ferdinando Mancilio à "caminhada pela liberdade" que liderou em janeiro. Em um vídeo publicado nesta segunda-feira (2), Ferreira chamou o religioso e outros líderes progressistas de "falsos profetas" e questionou seu silêncio sobre outros temas.

Ferreira disse que quem não concorda com seus argumentos "lhe falta intelecto, ou Bíblia, ou os dois". Ele acusou padres e pastores de ideologia progressista de se "indignarem com um deputado caminhando de forma ordeira", mas não falarem sobre o "crime organizado no país" ou sobre a perseguição a religiosos em regimes como o de Daniel Ortega, na Nicarágua.

O parlamentar usou uma frase atribuída ao pregador Charles Spurgeon para defender a mistura entre política e religião: "Só os tolos acreditam que política e religião não se discutem. Por isso os ladrões permanecem no poder e os falsos profetas continuam a pregar".

A declaração do padre Ferdinando Mancilio foi feita em 25 de janeiro, durante uma missa no Santuário Nacional de Aparecida (SP), e viralizou no último sábado (31). Ele disse: "não adianta querer fazer uma marcha para Brasília, alguém que nunca teve nenhum projeto a favor do povo e dizer que está defendendo a vida. Mentira, quer o poder".

"caminhada pela liberdade", que percorreu mais de 200 km de Paracatu (MG) a Brasília, tinha como um dos principais motivos pedir a liberdade do ex-presidente Jair Bolsonaro, preso após condenação por tentativa de golpe. A mobilização terminou de forma trágica: pelo menos 30 apoiadores foram atingidos por um raio no último dia, sendo hospitalizados, alguns em estado grave, mas não houve mortes.

O embate ilustra a crescente tensão entre setores da política e da religião no Brasil, com figuras públicas usando referências religiosas para atacar ou defender posições ideológicas.

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