31 de julho de 2025
MUNDO

Justiça dos EUA libera mais 3 milhões de páginas de documentos sobre o Caso Epstein

Nova leva inclui vídeos e imagens; autoridades alertam para conteúdo explícito e censuras para proteger vítimas

Por Redação
Publicado em
Ghislaine Maxwell, ex-namorada de Jeffrey Epstein - Foto: Patrick McMullan/Getty Images via CNN Newsource

Departamento de Justiça dos Estados Unidos divulgou, nesta sexta-feira (29/1), uma enorme quantidade de novos arquivos relacionados à investigação do caso Jeffrey Epstein. O anúncio foi feito pelo vice-procurador-geral, Todd Blanche, em coletiva de imprensa.

A nova leva inclui mais de 3 milhões de páginas de documentos, cerca de 2.000 vídeos e 180 mil imagens. Com isso, o total de material público sobre o caso chega a aproximadamente 3,5 milhões de páginas. A medida busca cumprir leis de transparência e encerrar um impasse de meses entre o Departamento, juízes federais e parlamentares sobre a divulgação dos dados.

As autoridades emitiram um alerta sobre a natureza do material. Parte do conteúdo inclui material explícito, como pornografia comercial, e imagens apreendidas dos dispositivos de Epstein. Para proteger a privacidade, extensas censuras foram aplicadas: os rostos e nomes de todas as mulheres foram ocultados, com exceção de Ghislaine Maxwell – ex-companheira de Epstein, já condenada pela Justiça.

Blanche reforçou que a simples menção de um nome nos arquivos não significa envolvimento em crimes. Ele também reconheceu a frustração de algumas vítimas, afirmando: “As vítimas de Epstein passaram por uma dor indescritível”. A expectativa é que a divulgação traga algum tipo de desfecho para os afetados.

A liberação ocorre em um contexto de pressão por transparência. Críticos, incluindo parlamentares, acusavam o Departamento de Justiça e a procuradora-geral Pam Bondi de não cumprirem plenamente as promessas de revelar os detalhes do suposto esquema de tráfico sexual liderado por Epstein.