Alagoas cria 16,7 mil empregos formais em 2025, o pior saldo desde 2021
Dados do Caged mostram forte concentração de vagas na capital e impacto da taxa de juros alta
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Alagoas fechou 2025 com o pior desempenho na criação de empregos formais desde 2021. Segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados pelo Ministério do Trabalho, o estado gerou apenas 16.706 novas vagas com carteira assinada no ano passado, um número bem inferior aos 20.047 postos criados em 2024.
Economistas e analistas atribuem o fraco resultado principalmente ao impacto da política monetária restritiva. A taxa básica de juros (Selic) encerrou o ano em 15% ao ano, o maior patamar em quase duas décadas, o que encareceu o crédito e desacelerou os investimentos produtivos em todo o país. Em Alagoas, setores importantes como o sucroalcooleiro também sofreram com a queda nos preços internacionais do açúcar e a falta de liquidez.
Concentração em Maceió
A geração de empregos ficou fortemente concentrada na capital. Maceió foi responsável por 8.347 das vagas criadas, o equivalente a cerca de 50% do saldo total do estado.
Desempenho por setor
A economia alagoana apresentou resultados desiguais:
- Serviços: Liderou a criação, com 11.211 novas vagas.
- Comércio: Gerou 3.003 empregos.
- Construção Civil: Criou 2.490 postos.
- Agropecuária: Apenas 102 vagas.
- Indústria: Único setor com saldo negativo (-101 vagas), apesar de Maceió ter criado 875 empregos industriais.
O saldo de 2025 (16.706) ficou bem abaixo dos anos anteriores: 2024 (20.047), 2023 (22.103), 2022 (19.381) e 2021 (31.158). O mês de dezembro, tradicionalmente negativo, fechou 1.920 vagas, número superior ao de dezembro de 2024 (-1.748). O cenário reflete os desafios da economia estadual frente ao custo elevado do crédito e a volatilidade de setores-chave.