31 de julho de 2025
ECONOMIA

Alagoas cria 16,7 mil empregos formais em 2025, o pior saldo desde 2021

Dados do Caged mostram forte concentração de vagas na capital e impacto da taxa de juros alta

Por Redação
Publicado em
O estoque de trabalhadores celetistas cresceu 2,71% ao longo de 2025, passando de 47,19 milhões para 48,47 milhões de vínculos ativos - Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Alagoas fechou 2025 com o pior desempenho na criação de empregos formais desde 2021. Segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados pelo Ministério do Trabalho, o estado gerou apenas 16.706 novas vagas com carteira assinada no ano passado, um número bem inferior aos 20.047 postos criados em 2024.

Economistas e analistas atribuem o fraco resultado principalmente ao impacto da política monetária restritiva. A taxa básica de juros (Selic) encerrou o ano em 15% ao ano, o maior patamar em quase duas décadas, o que encareceu o crédito e desacelerou os investimentos produtivos em todo o país. Em Alagoas, setores importantes como o sucroalcooleiro também sofreram com a queda nos preços internacionais do açúcar e a falta de liquidez.

Concentração em Maceió

A geração de empregos ficou fortemente concentrada na capitalMaceió foi responsável por 8.347 das vagas criadas, o equivalente a cerca de 50% do saldo total do estado.

Desempenho por setor

A economia alagoana apresentou resultados desiguais:
- Serviços:
Liderou a criação, com 11.211 novas vagas.
- Comércio:
Gerou 3.003 empregos.
- Construção Civil:
Criou 2.490 postos.
- Agropecuária:
Apenas 102 vagas.
- Indústria:
Único setor com saldo negativo (-101 vagas), apesar de Maceió ter criado 875 empregos industriais.

O saldo de 2025 (16.706) ficou bem abaixo dos anos anteriores: 2024 (20.047), 2023 (22.103), 2022 (19.381) e 2021 (31.158). O mês de dezembro, tradicionalmente negativo, fechou 1.920 vagas, número superior ao de dezembro de 2024 (-1.748). O cenário reflete os desafios da economia estadual frente ao custo elevado do crédito e a volatilidade de setores-chave.

Leia também