31 de julho de 2025
AMÉRICA DO SUL

Direita vence eleição na Colômbia e Abelardo De La Espriella é eleito presidente

Advogado e empresário derrotou Iván Cepeda por margem apertada e encerra ciclo do governo de Gustavo Petro

Por Redação
Publicado em
Abelardo De La Espriella venceu a eleição presidencial e será o novo presidente da Colômbia. - Foto: Reprodução/Redes Sociais

A Colômbia elegeu neste domingo (21) o advogado e empresário Abelardo De La Espriella como novo presidente da República. Segundo dados preliminares divulgados pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE), com 99,70% das urnas apuradas, o candidato da direita obteve 12.927.006 votos, o equivalente a 49,65% dos votos válidos, superando o senador Iván Cepeda, aliado do atual presidente Gustavo Petro, que recebeu 12.681.268 votos, ou 48,71%.

A diferença entre os dois candidatos ficou em cerca de 245 mil votos, encerrando uma das disputas mais acirradas da história recente do país. Apesar da divulgação do resultado preliminar, a legislação colombiana prevê uma etapa posterior de escrutínio, processo de conferência oficial das atas eleitorais que será iniciado nesta segunda-feira (22).

A vitória de De La Espriella representa uma mudança significativa no cenário político colombiano após o governo de Gustavo Petro, primeiro presidente de esquerda da história do país. Durante a campanha, o presidente eleito defendeu uma agenda voltada ao endurecimento do combate ao narcotráfico, fortalecimento das forças de segurança, redução do tamanho do Estado e revisão de políticas implementadas pela atual administração.

Conhecido nacionalmente como "El Tigre", Abelardo De La Espriella tem 47 anos, é advogado, empresário e nunca ocupou cargo eletivo. Sua candidatura ganhou força com um discurso voltado à segurança pública, combate à corrupção e enfrentamento ao crime organizado.

Entre as principais propostas apresentadas durante a campanha estão a ampliação das ações militares contra grupos armados, o endurecimento das penas para integrantes de organizações criminosas e o encerramento de negociações com grupos insurgentes, incluindo dissidências das antigas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

O presidente eleito também manifestou admiração pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e pelo presidente de El Salvador, Nayib Bukele. Inspirado no modelo salvadorenho, defendeu a construção de grandes complexos penitenciários para combater facções criminosas e organizações ligadas ao narcotráfico.

A eleição foi marcada por forte polarização política. Após o primeiro turno, o presidente Gustavo Petro e o candidato Iván Cepeda chegaram a questionar aspectos do processo eleitoral, alegando possíveis irregularidades. No entanto, entidades independentes de observação eleitoral, organismos internacionais e instituições responsáveis pela fiscalização não identificaram evidências de fraude.

Após o encerramento da votação, Petro afirmou que respeitará o resultado oficial definido pelo escrutínio e pediu tranquilidade à população. O presidente também destacou a necessidade de diálogo nacional diante da divisão política observada durante o processo eleitoral.

Caso o resultado seja confirmado após a contagem oficial, a Colômbia passará a integrar o grupo de governos conservadores e de direita que ganharam força nos últimos anos na América Latina, alterando o equilíbrio político da região para os próximos anos.