31 de julho de 2025
ECONOMIA

Desemprego no Brasil cai a 5,1% e atinge menor nível da história, impulsionado por recorde na ocupação

Dados do IBGE mostram que 103 milhões de pessoas estavam ocupadas no fim de 2025; renda média sobe e informalidade recua, apesar de ainda alta

Por Redação
Publicado em
O número de empregados do setor privado com carteira assinada chegou a 38,9 milhões em 2025, um recorde desde 2012. O aumento foi de 2,8% em relação a 2024, o que representa cerca de 1 milhão de novos postos formais. - Foto: Vitor Vasconcelos/Secom-PR

mercado de trabalho brasileiro fechou 2025 em patamares históricos. A taxa de desemprego caiu para 5,1% no trimestre encerrado em dezembro, o menor nível desde o início da série histórica do IBGE em 2012. O dado anual também atingiu recorde, com média de 5,6% em 2025, abaixo dos 6,6% de 2024. Isso significa que cerca de 1 milhão de pessoas deixaram a fila do desemprego ao longo do ano.

O principal motor da queda foi a expansão do número de pessoas trabalhando. A população ocupada atingiu a marca recorde de 103 milhões no último trimestre, com cerca de 5,5 milhões de novas ocupações nos últimos três meses do ano. O nível de ocupação (percentual de pessoas em idade de trabalhar que estão empregadas) também chegou ao maior patamar: 59,1%.

O emprego formal no setor privado com carteira assinada bateu recorde, com 38,9 milhões de trabalhadores, um aumento de 1 milhão em relação a 2024. O rendimento médio real dos brasileiros também cresceu 5,7%, alcançando R$ 3.560, e a massa total de rendimentos atingiu o valor histórico de R$ 361,7 bilhões.

taxa de informalidade recuou de 39% para 38,1%, refletindo uma melhora, mas ainda mostrando uma característica estrutural do mercado de trabalho brasileiro. O número de trabalhadores por conta própria seguiu em alta, atingindo 26,1 milhões, outro recorde da série.

No último trimestre, os setores que mais criaram vagas foram o comércio (299 mil novas ocupações) e a Administração pública, defesa, educação e saúde (282 mil). A coordenadora do IBGE, Adriana Beringuy, destacou que a queda do desemprego foi sustentada pela expansão da ocupação, principalmente nos serviços, e não por aumento do desalento.

Os números representam uma forte recuperação em relação aos anos críticos da pandemia (2020-2021), quando o desemprego chegou a 14% e a subutilização da força de trabalho superou 32 milhões de pessoas. Em 2025, a taxa de subutilização caiu para 14,5%, a menor da série, representando 16,6 milhões de pessoas.

Leia também