Médica acusada de matar ex-marido tenta reaver guarda da filha em Alagoas
Nádia Tamyres responde em liberdade pelo homicídio; criança está com a avó paterna
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A médica Nádia Tamyres Silva Lima, que responde em liberdade pelo assassinato do ex-marido Alan Carlos de Lima Cavalcante, ocorrido em novembro de 2025, está tentando na Justiça reaver a guarda de sua filha. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (29) pela advogada Júlia Nunes, que postou um vídeo nas redes sociais sobre o caso. Desde o crime, a criança vive sob a guarda provisória da avó paterna, e a Justiça de Alagoas determinou que Nádia não pode ter contato ou se aproximar da filha.
De acordo com a advogada, embora o Tribunal de Justiça de Alagoas tenha considerado que Nádia "não oferece perigo à coletividade", ela segue privada do direito de conviver com a criança. Familiares da médica (tios e avós) tentaram assumir a guarda definitiva, apresentando laudos e provas à Justiça, mas não obtiveram sucesso.
A defesa argumenta que não há qualquer acusação contra Nádia relacionada à criança e que a retirada da guarda não tem base legal. "Existe alguma pena automática que determine a perda da guarda quando não há crime contra o menor? A resposta é não", afirmou Júlia Nunes.
O caso tem origem em uma denúncia de violência sexual contra a filha, formalizada por Nádia contra o então marido. A defesa alega que, mesmo após uma medida protetiva, Alan Carlos era visto circulando perto da residência da médica, localizada em um povoado rural de Arapiraca. O homicídio aconteceu no dia 16 de novembro de 2025, em frente a uma Unidade Básica de Saúde na zona rural do município. Alan Carlos, de 41 anos, foi morto a tiros dentro do próprio carro. A defesa de Nádia informou que continuará adotando medidas judiciais para restabelecer o convívio entre mãe e filha.