Irmão de médica presa contesta versão da família e diz que vítima foi morta “covardemente”
Emerson Lima, irmão de Nádia Tamyres, afirma que o médico Alan Carlos era inocente e que a irmã agiu de forma premeditada ao matá-lo em Arapiraca
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A morte do médico Alan Carlos, assassinado a tiros no último domingo (16) em Arapiraca, ganhou novos desdobramentos após declarações de Emerson Lima Barros, irmão da suspeita do crime, a também médica Nádia Tamyres. Ele condenou a atitude da irmã, classificou o homicídio como “covarde” e afirmou que a família já havia procurado o Ministério Público para denunciar comportamentos preocupantes da médica.
Segundo Emerson, laudos anexados ao processo descartam conjunção carnal na filha do ex-casal, ponto central da acusação de estupro feita por Nádia contra Alan. Ele diz que o resultado contribuiu para a absolvição do médico na ação.
“Ela não agiu em legítima defesa. A quantidade de disparos não condiz com isso. Depois que descobrimos a verdade, ninguém da família a apoiou. Ela agiu covardemente quando viu que as mentiras estavam sendo desmascaradas”, declarou.
Emerson afirma que a família está abalada e acredita que Alan foi morto injustamente. “Eu já a defendi muitas vezes, mas percebemos que ela mentia. Acreditamos na inocência do Alan. Minha mãe também sabe que ela matou um inocente”, disse.
Ele sustenta que o crime teria sido premeditado e motivado por interesses patrimoniais. “O Alan nunca deixou de amar a Nádia e ela sabia disso. Por que nunca pediu divórcio? Agora ela tem posse de tudo. Eles tinham uma academia prestes a inaugurar. Era o sonho dele”, citou.
O irmão relata ainda que conviveu com o casal por cerca de 15 anos e nunca presenciou comportamentos que desabonassem o médico. Sobre a acusação feita por Nádia contra o ex-marido, ele diz: “Foi uma grande mentira. Ela manipulava a menina. Minha esposa trabalhava como babá e percebeu isso”.
Emerson e a mãe afirmam ter acionado a Promotoria de Justiça de Arapiraca relatando temores sobre a conduta de Nádia. Segundo ele, outro irmão teria dito que a médica afirmou que, caso perdesse o processo, “mataria a filha e depois se mataria”.
Atualmente, a criança está sob os cuidados da avó materna. “Minha mãe está com medo que ela seja solta, consiga armas novamente e faça outra tragédia”, afirmou.
Foto do Laudo:

O crime
Alan Carlos foi morto dentro de um carro em frente à Unidade Básica de Saúde do Sítio Capim, zona rural de Arapiraca. A suspeita fugiu, mas foi localizada em Maceió com a arma do crime e presa. Imagens que circulam nas redes mostram o momento após os disparos, com a vítima já sem vida no banco do motorista.