Médica presa por matar ex-marido em Arapiraca ameaçou matar a própria filha se perdesse a guarda dela, Diz PM
Nadia Tamyres teria afirmado que cometeria filicídio e suicídio se perdesse a guarda da criança
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Novos detalhes do crime que chocou Arapiraca no último domingo (16) revelam que a médica Nadia Tamyres, presa por assassinar o ex-marido Alan Carlos a tiros, já havia ameaçado cometer filicídio (assassinato do próprio filho) caso perdesse a guarda da filha do casal. De acordo com a Polícia Militar, a suspeita teria confidenciado a pessoas próximas que "se perdesse a guarda da filha iria matar a criança e depois se matar".
A ameaça ocorreu após uma audiência na semana passada que concedeu ao pai o direito de visitar a filha uma vez por semana. A decisão, segundo o relatório policial, deixou Nadia "irresignada". Após o crime, a Polícia Militar localizou a criança em segurança sob os cuidados da avó materna. O Conselho Tutelar foi acionado e a menina permanece sob a guarda da avó, por determinação judicial.
Em seu depoimento, Nadia afirmou que há um ano e meio denunciou o ex-marido por abuso sexual da filha, obtendo medida protetiva que o impedia de se aproximar em 300 metros. Ela relatou que ao ver o carro de Alan perto de sua casa, temeu uma "emboscada" e reagiu atirando. A média também alegou ter sido ameaçada por um primo do ex-marido, ex-presidiário, contra quem também possuía medida protetiva.
O assassinato ocorreu em frente a uma Unidade Básica de Saúde no Sítio Capim, zona rural de Arapiraca. Alan Carlos foi morto a tiros dentro de seu veículo. A suspeita foi presa horas depois em Maceió, com a arma do crime. O caso segue em investigação pela Polícia Civil, que apura tanto as alegações de abuso quanto as circunstâncias do homicídio.