31 de julho de 2025
SÃO PAULO

Irmã de Ricardo Nunes, Janaína Reis Miron é presa por desacato e embriaguez ao volante

Advogada, que tem cirrose e transplante marcado, foi localizada por câmeras do sistema Smart Sampa; ela respondia também por agressão ao filho e mantinha afastamento familiar há 15 anos

Por Redação
Publicado em
Janaína Reis Miron, irmã do prefeito de São Paulo. - Foto: Reprodução/Redes Sociais

A advogada Janaína Reis Miron, irmã do prefeito de São Paulo Ricardo Nunes (MDB), foi presa na tarde de quinta-feira (15) na zona sul da capital paulista. Ela era alvo de dois mandados de prisão, expedidos em 2024 e 2025, pelos crimes de desacato, embriaguez ao volante e lesão corporal. A detenção ocorreu após identificação por câmeras do Smart Sampa, sistema de monitoramento que é uma das bandeiras da gestão municipal.

Janaína foi localizada por volta das 15h20 em uma Unidade Básica de Saúde (UBS) no bairro Socorro, onde buscava remédios para tratamento de cirrose hepática – doença relacionada ao alcoolismo. Ela tem um transplante de fígado marcado para a próxima terça-feira (20). Após a abordagem, foi conduzida ao 11º DP de Santo Amaro, onde passou a noite detida e aguarda audiência de custódia.

Fontes próximas ao prefeito afirmaram que Ricardo Nunes não mantém contato com a irmã há cerca de 15 anos, em razão de seus problemas com dependência química. A prefeitura emitiu nota destacando que a prisão seguiu “o rigor da lei” e foi “amparada por mandados judiciais”.

Os crimes que resultaram na prisão remontam a outubro de 2022, quando Janaína foi abordada por PMs na Rodovia SP-209 dirigindo de forma irregular, com sinais evidentes de embriaguez. Ela se recusou a fazer o teste do bafômetro, xingou os policiais, ameaçou soltar os cães de dentro do carro e afirmou que seu marido – supostamente capitão da PM – prejudicaria os agentes. O juiz Orlando Haddad Neto considerou provada a embriaguez e condenou-a a 15 meses de detenção em regime aberto, pena que ela nunca cumpriu.

Além desse caso, Janaína também havia sido condenada por agressões ao próprio filho, então com 11 anos, em episódios ocorridos em 2014. As agressões incluíam mordidas, puxões de cabelo e bater a cabeça da criança contra a parede. Em abril de 2024, a Justiça a sentenciou a mais oito meses de detenção por lesão corporal.

A defesa da advogada não se manifestou até o fechamento desta reportagem. Ela segue presa à espera de decisão judicial sobre sua situação, em meio a tratamentos de saúde urgentes e um histórico de confrontos com a lei.

Leia também