Irã deve executar nesta quarta manifestante preso durante protestos
Erfan Soltani, de 26 anos, foi preso no dia 8 de janeiro; ONG denuncia falta de advogado e processo "pouco transparente"
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O Irã deve executar ainda nesta quarta-feira (14) o jovem Erfan Soltani, de 26 anos, preso durante os protestos antigoverno na cidade de Karaj. A informação foi divulgada pela organização de direitos humanos Hengaw, que denuncia a ausência de um processo legal transparente e a privação de garantias fundamentais ao acusado.
Soltani foi detido em sua casa no dia 8 de janeiro e condenado à morte sem acesso a advogado, segundo a ONG. "Sua família está sendo privada de qualquer informação sobre as acusações, o processo ou os procedimentos judiciais", afirmou a Hengaw, que classificou o caso como "apressado e pouco transparente".
A irmã de Soltani, que é advogada, tentou acompanhar o processo, mas teve o acesso negado pelas autoridades iranianas. O jovem trabalhava na indústria de vestuário e era descrito como apaixonado por moda, esportes e musculação.
O presidente dos EUA, Donald Trump, alertou o Irã na terça-feira (13) contra a execução de manifestantes, afirmando que os Estados Unidos tomariam "medidas fortes" caso o regime prosseguisse com as mortes. O Departamento de Estado norte-americano também se manifestou, afirmando que Soltani foi condenado "sem qualquer processo legal ou advogado de defesa".
A execução pode acirrar ainda mais a tensão internacional em torno da repressão iraniana, que já deixou centenas de mortos desde o início dos protestos em dezembro, motivados pela crise econômica e pela inflação descontrolada.