Trump sobe o tom e ameaça reação dos EUA diante de possíveis execuções no Irã
Presidente afirma que Washington adotará “medidas muito enérgicas” se regime iraniano executar manifestantes
Publicado em
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a endurecer o discurso contra o Irã e afirmou, nesta terça-feira (13), que o governo norte-americano poderá adotar “medidas muito enérgicas” caso o regime iraniano leve adiante a execução de manifestantes presos durante a onda de protestos que já dura mais de duas semanas no país.
Em entrevista à CBS News, Trump disse que reagiu a informações de que autoridades iranianas planejam executar manifestantes detidos, entre eles o iraniano Erfan Soltani, de 26 anos. O presidente norte-americano não detalhou quais ações poderiam ser tomadas por Washington. “Se eles fizerem isso, tomaremos medidas muito enérgicas”, declarou.
Mais cedo, o Departamento de Estado dos Estados Unidos afirmou, por meio das redes sociais, que o governo iraniano pretende executar Soltani nesta quarta-feira (14). Segundo o órgão, mais de 10,6 mil pessoas teriam sido presas pelo regime da República Islâmica desde o início das manifestações, muitas delas por reivindicar direitos básicos.
Trump disse não ter confirmação oficial sobre execuções, mas voltou a fazer ameaças ao regime. “Quando começam a matar milhares de pessoas, e agora você me fala em enforcamento, vamos ver como isso vai acabar para eles. Não vai acabar bem”, afirmou.
Questionado sobre a possibilidade de apoio ao povo iraniano, o presidente norte-americano sugeriu que os Estados Unidos podem oferecer ajuda econômica. “Há muita ajuda a caminho, de diferentes formas, incluindo ajuda econômica do nosso ponto de vista”, disse, acrescentando que isso não beneficiaria diretamente o governo iraniano.
Nas redes sociais, Trump também publicou uma mensagem direcionada aos manifestantes, incentivando a continuidade dos protestos e afirmando que a “ajuda está a caminho”.
De acordo com a imprensa internacional, cerca de 2 mil pessoas morreram desde o início das manifestações. O regime liderado pelo aiatolá Ali Khamenei impôs um forte bloqueio à internet, o que dificulta a checagem independente das informações. Relatos apontam ainda que forças de segurança têm reprimido protestos de forma violenta.
Os atos começaram motivados pela crise econômica, mas passaram a incluir pedidos pela queda da República Islâmica, que governa o país desde 1979. Trump também anunciou que países que mantiverem relações comerciais com o Irã poderão ser alvo de tarifas de até 25% no comércio com os Estados Unidos, ampliando a pressão econômica sobre Teerã.