Procon reúne barraqueiros para "reverter imagem manchada" de Porto de Galinhas após agressão a turistas
Encontro orientou sobre preços, taxas opcionais e proibição de consumação mínima; barraqueiros afirmam que fluxo de clientes se mantém
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Em resposta ao caso de agressão sofrida por dois turistas em Porto de Galinhas, o Procon de Pernambuco realizou nesta quarta-feira (7) uma reunião de orientação com a Associação de Barraqueiros e a Prefeitura de Ipojuca. O objetivo, segundo o secretário executivo de Justiça e Promoção dos Direitos do Consumidor, Anselmo de Araújo Lima, é reverter a “imagem manchada” da praia, uma das mais famosas do Nordeste.
“Um fato que ocorreu não pode se configurar como algo generalizado”, afirmou Lima, destacando a necessidade de trabalho conjunto para restaurar a confiança dos visitantes. Durante o encontro, foram reforçadas normas do Código de Defesa do Consumidor, como a atualização obrigatória dos cardápios com valores de aluguel de mesas e cadeiras, a proibição de cobrança de consumação mínima e a natureza opcional da taxa de serviço de 10% — que não pode ser imposta ao cliente.
O diretor do Procon Ipojuca, Antônio Carlos, afirmou que as irregularidades mais comuns nas fiscalizações são justamente a cobrança de consumo mínimo e a taxação obrigatória do serviço. Ele ressaltou, no entanto, que o volume oficial de denúncias não reflete a repercussão negativa vista nas redes sociais.
Apesar do episódio violento — no qual os turistas Johnny Andrade e Cleiton Zanatta relataram ter sido agredidos por até 20 barraqueiros após questionarem aumento no preço do aluguel de cadeiras —, a advogada da associação, Sueyde Rocha, garantiu que não houve redução no fluxo de clientes. A barraca envolvida no ocorrido ainda não retomou as atividades, aguardando notificação oficial.
Até o momento, 26 barracas já foram notificadas por irregularidades. O Procon segue com o reforço nas orientações, buscando equilibrar a fiscalização e a preservação da atividade econômica local.