31 de julho de 2025
MUNDO

Após Venezuela, Trump mira México, Colômbia e Cuba em discurso de ameaças

Presidente dos EUA também reforça interesse na Groenlândia, rica em minerais raros, e mantém tom agressivo contra Irã

Por Redação
Publicado em
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. - Foto: Reprodução/Jonathan Ernst/Reuters

Na esteira da operação militar que capturou Nicolás Maduro, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, intensificou publicamente suas ameaças e críticas a outros países, com foco especial na América Latina. O discurso agressivo incluiu México, Colômbia, Cuba e renovou o interesse estratégico na Groenlândia.

América Latina

  • México: Trump afirmou que o país "não tem feito o suficiente" contra os cartéis de drogas e revelou ter oferecido ajuda militar à presidente Cláudia Sheinbaum, proposta que foi rejeitada. Sheinbaum já se posicionou contra a intervenção na Venezuela.
  • Colômbia: As tensões com o presidente Gustavo Petro atingiram novo patamar. Trump o chamou de "homem doente que gosta de fabricar e vender cocaína aos EUA" e sugeriu que ele "não continuaria fazendo isso por muito tempo", insinuando uma possível ação semelhante à venezuelana.
  • Cuba: Para a ilha, Trump adotou uma postura diferente, prevendo que o regime "cairia por conta própria" devido ao colapso econômico pós-fim do petróleo subsidiado da Venezuela, descartando uma intervenção militar direta – embora o secretário de Estado Marco Rubio a considere um "problema sério".

Groenlândia e alvos distantes

O presidente americano também reavivou seu interesse em adquirir a Groenlândia, território autônomo dinamarquês rico em minerais raros e recursos naturais, devido à sua posição estratégica no Ártico. Apesar das rejeições formais da Dinamarca e do governo local, autoridades alertam que as ameaças de Trump devem ser levadas a sério.

Completa a lista de alvos o Irã. Trump reafirmou que os EUA atacariam o país caso houvesse repressão violenta a protestos ou um retorno aos programas nucleares, lembrando que já bombardearam instalações atômicas iranianas no passado.

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