31 de julho de 2025
MUNDO

Trump diz que danças de Maduro precipitaram ação militar e o chama de "cara violento"

Em discurso, presidente dos EUA afirmou que Maduro "tentava imitar sua dança"; reportagem do NYT aponta que aparições públicas do venezuelano foram decisivas para a operação

Por Redação
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, discursa para os republicanos da Câmara durante a conferência anual sobre questões do partido - Foto: Kevin Lamarque/Reuters

Em um discurso revelador para congressistas republicanos, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que as frequentes danças em público do então presidente venezuelano, Nicolás Maduro, foram um fator decisivo que precipitou a ação militar que resultou em sua captura no último sábado (3).

"Ele era um cara violento. Ele sobe lá e tenta imitar um pouco a minha dança. Mas ele é um cara violento", declarou Trump, referindo-se às aparições de Maduro cantando e dançando na TV estatal venezuelana. A declaração corrobora uma reportagem do "The New York Times" que apontou que Trump teria ordenado a operação por acreditar que Maduro estaria "zombando" da crise bilateral com suas performances.

Durante o discurso no recém-renomeado Trump-Kennedy Center, em Washington, o presidente norte-americano detalhou a complexidade da missão, mencionando o uso de 152 aeronaves e tropas terrestres. Ele destacou que nenhum militar americano morreu, mas afirmou que houve "muitas, muitas" baixas do lado oposto, principalmente entre soldados cubanos.

Maduro, agora sob custódia dos EUA, foi formalmente acusado de quatro crimes federais em uma audiência em Nova York na segunda-feira (5), incluindo conspiração para narcoterrorismo e tráfico de cocaína. Ele se declarou inocente e afirmou ser um "prisioneiro de guerra".

A revelação de Trump coloca uma motivação pessoal e quase caricata no centro de uma das operações militares mais ousadas das últimas décadas na América Latina. A observação contrasta com as justificativas formais de segurança nacional e combate ao narcoterrorismo apresentadas pelo Departamento de Justiça.

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