31 de julho de 2025
Mundo

Casa Branca diz que Trump discute formas de adquirir ilha da Groenlândia e não descarta ação militar

Governo americano trata a ilha como prioridade de segurança nacional e afirma que analisa diferentes caminhos para assumir o controle do território

Por Redação
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Donald Trump, presidente dos EUA - Foto: Reprodução

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e integrantes do governo discutem alternativas para adquirir a Groenlândia e não excluem o emprego das Forças Armadas para alcançar esse objetivo. A informação foi confirmada pela Casa Branca nesta terça-feira (6), em resposta a questionamentos da agência Reuters.

Segundo comunicado oficial, Trump considera a Groenlândia uma questão estratégica de segurança nacional e avalia diferentes opções de política externa para assumir o controle do território. De acordo com o governo americano, a presença dos EUA na região seria fundamental para conter a atuação de países adversários no Ártico, área cada vez mais disputada geopoliticamente.

A Casa Branca afirmou que, entre as possibilidades analisadas, está o uso do Exército dos Estados Unidos, embora não tenha detalhado quais cenários estão sendo considerados. O interesse de Trump pela Groenlândia não é novo e remonta ao seu primeiro mandato. Desde que retornou à Presidência, no ano passado, ele voltou a defender publicamente a anexação da ilha.

Atualmente, a Groenlândia integra o Reino da Dinamarca, mas possui amplo grau de autonomia e autorização para realizar um plebiscito sobre independência. O tema ganhou novos contornos no último sábado (3), quando Katie Miller, esposa do vice-chefe de gabinete da Casa Branca, publicou nas redes sociais um mapa da Groenlândia com a bandeira dos Estados Unidos e a legenda “em breve”.

A publicação ocorreu dias após uma operação militar dos EUA na Venezuela para capturar Nicolás Maduro, episódio que, segundo o jornal The New York Times, resultou na morte de cerca de 80 pessoas, entre civis e militares.

No domingo (4), os governos da Dinamarca e da Groenlândia reagiram e pediram “respeito” à integridade territorial da ilha. A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, alertou que uma eventual ação militar americana poderia colocar em risco a própria existência da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

Nesta terça-feira, líderes europeus divulgaram uma declaração conjunta afirmando que “a Groenlândia pertence ao seu povo” e que qualquer decisão sobre o futuro do território cabe exclusivamente à Dinamarca e aos groenlandeses. Canadá e Holanda manifestaram apoio ao posicionamento.