Após captura de Maduro, Trump diz que Rússia terá que "andar na linha"
Em coletiva, presidente americano critica Putin, ignora pedido russo pela libertação de Maduro e afirma que EUA venderão o petróleo extraído da Venezuela
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Em uma coletiva de imprensa realizada neste sábado (3) em Mar-a-Lago, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, enviou uma mensagem direta à Rússia e detalhou os planos econômicos para a Venezuela após a captura de Nicolás Maduro. Ao ser questionado sobre suas relações com China, Rússia e Irã, Trump respondeu que a Rússia "terá que andar na linha" e fez uma revelação crucial sobre o destino do petróleo venezuelano: "Nós revenderemos o petróleo".
Trump não poupou críticas ao presidente russo, Vladimir Putin. "Não estou feliz com ele. Ele está matando muita gente", disse, ao ser perguntado sobre um suposto telefonema recente entre os dois. Ele atribuiu a responsabilidade pela guerra na Ucrânia a um "banho de sangue" causado por Joe Biden, Volodymyr Zelensky e o próprio Putin, afirmando que, se os EUA estivessem envolvidos desde o início, o conflito já teria terminado.
A declaração ocorre poucas horas após a Rússia exigir formalmente que os EUA libertassem Maduro e sua esposa, classificando a operação como uma "violação inaceitável da soberania". Trump ignorou publicamente o apelo de Moscou, reforçando sua postura assertiva e sinalizando um confronto direto com um dos principais aliados do regime deposto.
A afirmação "Nós revenderemos o petróleo" deixa clara a intenção dos EUA de assumir o controle comercial das maiores reservas de petróleo do mundo, localizadas na Venezuela. O plano, conforme anunciado anteriormente, envolve a entrada de petroleiras americanas para "consertar a infraestrutura" e, agora, a revenda do produto no mercado internacional, consolidando o interesse econômico como um pilar central da intervenção.