31 de julho de 2025
divergências

Ataque à Venezuela divide políticos brasileiros entre críticas e apoio a Trump

Enquanto Lula e aliados condenam "linha inaceitável", parlamentares da direita celebram queda de Maduro

Por Redação
Publicado em
Anúncio de Trump repercutiu entre políticos brasileiros - Foto: Reprodução/X

O anúncio do ataque dos Estados Unidos à Venezuela e da captura do presidente Nicolás Maduro repercutiu imediatamente entre políticos brasileiros, dividindo opiniões entre críticas ferrenhas e apoio à ação norte-americana. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi um dos primeiros a se manifestar, afirmando via redes sociais que a ação ultrapassou uma "linha inaceitável". Seu governo convocou uma reunião de emergência em Brasília neste sábado para debater o tema.

Do lado governista, o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), reforçou a posição de Lula, pedindo uma resposta firme da comunidade internacional. O deputado José Guimarães (PT-CE) defendeu que "defender a soberania da Venezuela é defender o direito internacional e a paz regional".

Já a oposição de direita celebrou a ação. O presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara, Filipe Barros (PL-PR), anunciou que enviará um ofício de congratulações aos EUA, enquanto o líder do PL na Casa, Sóstenes Cavalcante, classificou a prisão de Maduro como um "marco histórico".

Outras vozes importantes se posicionaram. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) criticou o que chamou de "tragédia humanitária" na Venezuela e celebrou a resistência do povo. O governador Ronaldo Caiado (União-GO) afirmou que o povo venezuelano é "oprimido há mais de 20 anos pela narcoditadura chavista".

Na contramão, parlamentares como Talíria Petrone (PSOL-RJ) e Ivan Valente (PSOL-SP) condenaram a ação como uma violação inaceitável da soberania venezuelana e um retorno da "sanha imperialista" dos EUA.

A divisão reflete visões antagônicas sobre a crise. Enquanto aliados do governo Lula e partidos de esquerda enxergam a ação como uma afronta ao direito internacional e uma tentativa de controle sobre o petróleo venezuelano, parlamentares de direita e centro-direita veem o episódio como o fim de um regime autoritário e uma chance de redemocratização para o país vizinho. Enquanto isso, o governo venezuelano declarou estado de emergência e mobilizou suas forças de defesa.

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