31 de julho de 2025
MUNDO

Trump anuncia que EUA vão governar Venezuela interinamente e retomar controle do petróleo

Em pronunciamento, presidente americano diz que assumirá administração do país e que petroleiras dos EUA voltarão a operar

Por Redação
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Trump fala sobre ataque à Venezuela - Foto: Reprodução/Reuters/Jonathan Ernst

Em um pronunciamento histórico e assertivo na tarde deste sábado (3), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que os EUA vão "administrar a Venezuela de forma interina" até uma transição de poder e que petroleiras norte-americanas retomarão o controle da indústria petrolífera do país, as maiores reservas do mundo. A declaração, feita em Mar-a-Lago, na Flórida, detalhou os objetivos após a captura de Nicolás Maduro.

Trump afirmou que um "grupo" de alto escalão de seu governo será designado para governar interinamente, mas descartou a inclusão da líder oposicionista e Nobel da Paz María Corina Machado, alegando que ela "não tem apoio interno nem respeito". Disse que o secretário de Estado, Marco Rubio, dialoga com a vice-presidente venezuelana Delcy Rodríguez, que estaria disposta a colaborar.

Em um tom de soberania regional, Trump resgatou a Doutrina Monroe – política do século 19 que afirmava a influência dos EUA sobre as Américas. "Sob nossa nova estratégia de segurança nacional, o domínio americano no Hemisfério Ocidental nunca mais será questionado", declarou, sinalizando uma guinada agressiva na política externa para a região.

O presidente foi direto ao ponto econômico: "Vamos fazer o petróleo fluir". Acusou o regime anterior de ter "roubado" a infraestrutura construída pelos EUA e anunciou que "gigantescas companhias petrolíferas" americanas investirão bilhões para recuperar a produção. Sobre Maduro, confirmou que ele e a esposa estão a bordo do navio USS Iwo Jima a caminho de Nova York para julgamento.

Trump admitiu que não informou previamente o Congresso sobre a operação, por medo de vazamentos, e não descartou novas ofensivas militares para eliminar "maus elementos" remanescentes do regime. Classificou a captura de Maduro, que durou "47 segundos", como a maior ação militar americana desde a Segunda Guerra Mundial.

O anúncio configura uma intervenção direta sem precedentes recentes e estabelece um novo patamar de confronto geopolítico, com os EUA assumindo o controle administrativo e econômico de um país soberano, sob a justificativa de restaurar a "liberdade" e retomar ativos que considera seus. A comunidade internacional se divide entre condenações e apoio, enquanto o futuro da Venezuela é traçado a partir de Washington.

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