Rússia exige que EUA libertem Maduro imediatamente; Washington anuncia novas acusações
Chanceler russo Lavrov pede libertação do "presidente legalmente eleito" após captura. Enquanto isso, Departamento de Justiça dos EUA apresenta nova denúncia por narcotráfico e corrupção contra o líder venezuelano
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A Rússia entrou oficialmente no embate diplomático em torno da captura de Nicolás Maduro, exigindo neste sábado (3) que os Estados Unidos libertem imediatamente o presidente venezuelano e sua esposa. O pedido foi feito pelo chanceler Sergei Lavrov, que se referiu a Maduro como o "presidente legalmente eleito de um país soberano".
O apelo russo ocorre simultaneamente a um novo movimento legal de Washington. O Departamento de Justiça dos EUA anunciou novas acusações criminais contra Maduro, sua esposa e seu filho, alegando que eles transformaram as instituições venezuelanas em um "foco de corrupção alimentada pelo narcotráfico".
Segundo a denúncia, o esquema "enriquece os bolsos de autoridades venezuelanas e suas famílias, ao mesmo tempo que beneficia narcoterroristas violentos". Maduro já respondia a processos por narcoterrorismo desde 2020, acusado de oferecer proteção política e militar a cartéis de drogas como parte de uma estratégia contra os interesses dos EUA.
A procuradora-geral Pam Bondi afirmou que Maduro enfrentará a Justiça americana. O governo dos EUA oferecia uma recompensa de US$ 50 milhões por informações que levassem à sua captura, valor atualizado em agosto de 2025.
Enquanto o embate legal e diplomático se intensifica, o cenário na Venezuela permanece caótico. O país decretou emergência nacional, e testemunhas relataram explosões, colunas de fumaça e apagões em Caracas por cerca de 90 minutos. A FAA proibiu todos os voos americanos no espaço aéreo venezuelano devido à atividade militar.