31 de julho de 2025
pronunciamento

Lula condena ataque dos EUA à Venezuela e adverte sobre "linha inaceitável" na soberania

Presidente brasileiro qualifica ação militar como "afronta gravíssima" e convoca reunião de emergência com ministros; Trump confirma captura de Maduro

Por Redação
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Presidente Lula (PT) - Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) condenou com veemência, neste sábado (3), o ataque militar realizado pelos Estados Unidos contra a Venezuela. Em pronunciamento, Lula afirmou que a ação, que incluiu bombardeios e a captura do presidente Nicolás Maduro, “ultrapassa uma linha inaceitável” nas relações entre países e representa uma “afronta gravíssima à soberania da Venezuela”.

A declaração foi uma resposta direta ao anúncio do presidente norte-americano, Donald Trump, confirmando que forças dos EUA realizaram um ataque de grande escala no território venezuelano e capturaram Maduro. Lula classificou a ofensiva como uma “flagrante violação do direito internacional” e alertou que esse tipo de ação abre caminho para um mundo de “violência, caos e instabilidade”.

Diante da crise, o governo brasileiro convocou uma reunião de emergência neste sábado, com a participação de ministros, para discutir a resposta política do Brasil e as medidas a serem tomadas diante dos reflexos da ofensiva em um país vizinho. Lula também fez um apelo à comunidade internacional, argumentando que a ação “lembra os piores momentos da interferência na política da América Latina e do Caribe e ameaça a preservação da região como zona de paz”.

O presidente defendeu que a Organização das Nações Unidas (ONU) deve responder de forma vigorosa ao episódio. “A comunidade internacional, por meio da Organização das Nações Unidas, precisa responder de forma vigorosa a esse episódio. O Brasil condena essas ações e segue à disposição para promover a via do diálogo e da cooperação”, afirmou. Desde o início da escalada de tensão, Lula tem se posicionado contra qualquer intervenção dos EUA na região e relatou ter conversado com Trump em diversas ocasiões sobre o tema, sempre defendendo a solução de divergências por meio da diplomacia.