Após agressão a casal, turistas relatam extorsão e ameaças de barraqueiros em Porto de Galinhas
Caso de violência no último sábado (27) reacende relatos de cobranças abusivas e medo entre visitantes
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A repercussão da agressão sofrida por um casal de turistas do Mato Grosso no último sábado (27) em Porto de Galinhas reacendeu a indignação de visitantes e trouxe à tona uma série de relatos sobre experiências negativas com barraqueiros e "flanelinhas" no destino pernambucano. Turistas com viagem marcada e moradores da região compartilharam casos de cobranças abusivas, ameaças e sensação de insegurança que vão além do episódio recente.
Entre as situações mais comuns estão as abordagens coercitivas dos chamados "flanelinhas". O aposentado Paulo Ribeiro, de 55 anos, presenciou a esposa e a sogra sendo pressionadas por um vigia informal que ficou irritado com o valor recebido. "Eu já sabia que o flanelinha ia chegar pra cobrar dinheiro", relata, destacando que agora busca sempre estacionar em locais sem essa presença para evitar conflitos e danos ao carro.
O engenheiro Raphael Garcia, que visitou a praia em 2023, também viveu uma situação tensa. Um barraqueiro tentou cobrar R$ 80 por um serviço não combinado previamente. "O tom da conversa subiu e começou uma discussão. A gente chegou a ficar cara a cara", conta ele, que só resolveu a situação após a intervenção de um amigo. Raphael ressalta que o problema não é pagar pelo consumo, mas a forma agressiva como a cobrança é feita.
O medo já começa a afastar potenciais turistas. Uma moradora do Mato Grosso, que preferiu não se identificar, afirmou que "jamais" iria a Porto de Galinhas após ver as imagens da agressão, chegando a comparar o destino negativamente com o Rio de Janeiro.
A vendedora Edna, de 33 anos e moradora do Grande Recife, relatou ter sido ameaçada por um barraqueiro em agosto, quando foi cobrada R$ 100 por três águas de coco sob a alegação de "consumo mínimo". Ela afirma que o comerciante disse que iria atrás dela e dos amigos se não pagassem.