31 de julho de 2025
PERNAMBUCO

Violência em Porto de Galinhas: Prefeitura interdita barraca e intima barraqueiros após espancamento de casal de turistas

Casal do Mato Grosso foi agredido após questionar cobrança de cadeiras; 14 pessoas foram identificadas e estabelecimento foi fechado por uma semana

Por Redação
Publicado em
Barraqueiros foram intimados pela Polícia Civil em Porto de Galinhas, no Litoral Sul de Pernambuco, após agressões contra dois turistas de Mato Grosso - Foto: Reprodução/Camila Torres/TV Globo

Um grave episódio de violência contra turistas levou a prefeitura de Ipojuca a adotar medidas emergenciais em Porto de Galinhas, um dos destinos turísticos mais famosos do Brasil. A Barraca da Maura foi interditada por uma semana e os funcionários envolvidos no espancamento de um casal de turistas do Mato Grosso foram afastados. A ação ocorreu após Jhonny Andrade e Cleiton Zanatta se recusarem a pagar uma cobrança considerada abusiva pelo aluguel de cadeiras.

O caso, registrado no último sábado (27), gerou ampla repercussão negativa. Imagens mostram o momento da confusão e um dos turistas com o rosto ensanguentado. Em entrevista, Jhonny relatou indícios de homofobia durante a agressão e criticou a falta de estrutura local, já que precisou se deslocar entre delegacia e unidades de saúde por conta própria.

A Polícia Civil já identificou pelo menos 14 pessoas envolvidas no caso e iniciou as intimações para que prestem depoimento. Paralelamente, a prefeitura anunciou um pacote de ações:

  • Interdição temporária da Barraca da Maura.
  • Afastamento imediato dos garçons e atendentes envolvidos.
  • Reforço da fiscalização na orla com Guarda Municipal e Secretaria de Meio Ambiente.
  • Combate à venda casada e à exigência de consumação mínima, práticas proibidas pelo Código de Defesa do Consumidor.
  • Cadastramento obrigatório de todos os garçons que atuam nas barracas, com prazo de 15 dias para regularização.

De acordo com o depoimento de Jhonny, o problema começou com a cobrança de R$ 50 pelo aluguel de cadeiras, valor que seria abatido caso houvesse consumo de petiscos. Ao final da tarde, ao pedirem a conta, o valor do aluguel foi majorado para R$ 80, por não terem consumido o valor esperado. A discussão pela cobrança considerada irregular e abusiva escalou para a violência física.

O secretário de Turismo de Ipojuca, Deomaci Ramos, reforçou que é proibido vincular o aluguel de equipamentos ao consumo nas barracas, caracterizando "venda casada". A determinação agora é que os cardápios informem claramente as regras de cobrança.

O episódio coloca em risco a imagem do principal cartão-postal de Pernambuco, especialmente em um momento de alta temporada, forçando o poder público a agir com rigor para restabelecer a segurança e a credibilidade do destino para turistas de todo o país.

Leia também