31 de julho de 2025
JUSTIÇA

STF mantém prisão domiciliar de 8 condenados por trama golpista após audiência de custódia; dois estão foragidos

Juíza auxiliar confirmou medidas para evitar novas fugas. Carlos Cesar Moretzsohn e tenente-coronel Guilherme Almeida não foram localizados pela PF

Por Redação
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Silvinei Vasques foi preso em Assunção, no Paraguai e levou a reação do STF. - Foto: Polícia do Paraguai/Divulgação

As prisões domiciliares de oito dos dez condenados pela trama golpista foram mantidas neste sábado (27) após audiência de custódia realizada pela juíza auxiliar Luciana Yuki Fugishita Sorrentino, do gabinete do ministro Alexandre de Moraes, no Supremo Tribunal Federal (STF). Dois dos alvos, no entanto, não foram localizados pela Polícia Federal e estão foragidos.

Na manhã deste sábado, Moraes havia decretado a prisão domiciliar de dez pessoas, incluindo sete militares, uma delegada da PF, o presidente do Instituto Voto Legal, Carlos Cesar Moretzsohn Rocha, e Filipe Martins, ex-assessor de Jair Bolsonaro.

Porém, Carlos Cesar Moretzsohn Rocha não foi encontrado pela PF e agora é considerado foragido. Já o tenente-coronel Guilherme Marques de Almeida viajou para a Bahia, mas, segundo a PF, se comprometeu a retornar a Goiânia para iniciar o cumprimento da medida.

As decisões de Moraes foram tomadas para evitar novas fugas, após o caso do ex-diretor da PRF Silvinei Vasques, preso no Paraguai na sexta-feira (26) ao tentar embarcar para El Salvador com passaporte falso. Em sua decisão, o ministro citou um "modus operandi" da organização criminosa para planejar fugas do país, como a do ex-deputado Alexandre Ramagem.

As audiências de custódia cumpriram a formalidade legal e confirmaram a manutenção das medidas cautelares mais rigorosas contra os condenados, que agora cumprem prisão domiciliar com restrições como tornozeleira eletrônica, proibição de uso de redes sociais e visitas. A PF segue à procura dos dois foragidos.

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