Petroleiros entram em greve por tempo indeterminado após recusarem proposta da Petrobras
Federação Única dos Petroleiros (FUP) considera oferta da estatal uma "provocação", com ganho real de apenas 0,5%
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Os funcionários da Petrobras deflagraram uma greve por tempo indeterminado nesta segunda-feira (15), após rejeitarem a segunda contraproposta da empresa para o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). A paralisação, convocada pela Federação Única dos Petroleiros (FUP), já começou na Refinaria de Paulínia (Replan), a maior do país, com adesão maciça da categoria.
A FUP, que representa 100 mil trabalhadores através de 14 sindicatos, classificou a proposta da estatal como uma "provocação". Em nota, a federação criticou a oferta de apenas 0,5% de ganho real, além de apontar retrocessos e diferenciação de direitos entre funcionários da holding e das subsidiárias.
O principal ponto de discórdia são os Planos de Equacionamento de Déficit (PEDs). A FUP acusa a gestão da presidente Magda Chambriard de comprometer as negociações e afirma: “É inadmissível que, após quase três anos de negociações, a empresa não apresente uma proposta que encaminhe solução para os PEDs”.
A entidade também contrastou os R$ 37,3 bilhões em dividendos distribuídos pela Petrobras nos nove primeiros meses do ano com a proposta salarial considerada insuficiente.
A Petrobras, por sua vez, informou que mantém o diálogo com as entidades sindicais e participa de reuniões regulares para discutir a proposta e a pauta de reivindicações. A empresa não comentou sobre o início da greve.