31 de julho de 2025
BRASÍLIA

Em pronunciamento duro, Davi Alcolumbre defende autonomia do Senado

Senador reafirma que decisões seguiram regimento e não interesses pessoais, em resposta a críticas

Por Redação
Publicado em
O presidente do Senado explicou que sua manifestação é uma resposta às críticas sobre a tramitação da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal - Foto: Carlos Moura/Agência Senado

Em um pronunciamento firme no Plenário do Senado nesta quarta-feira (3), o presidente da Casa, Davi Alcolumbre, defendeu a autonomia do Legislativo e rebateu críticas sobre a condução da pauta e da sabatina do indicado ao STF, Jorge Messias. Ele afirmou que todas as decisões da Mesa e da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) seguiram estritamente o regimento e a Constituição, negando qualquer motivação partidária ou pessoal.

Alcolumbre destacou que a definição do calendário para a sabatina de Messias foi feita em conjunto com o presidente da CCJ, Otto Alencar (PSD-BA), para cumprir os prazos sem atropelos. "É inacreditável a capacidade das pessoas de mentir em relação a decisões institucionais tomadas por um chefe de Poder", declarou. Ele reforçou a separação de atribuições: "O presidente da República tem a prerrogativa de indicar, e o Senado tem a de sabatinar e votar".

O presidente também respondeu às acusações sobre a pauta de votação de vetos presidenciais, que alguns chamaram de "pauta-bomba". Ele negou qualquer intenção oculta, afirmando que sua atuação sempre buscou consenso e o cumprimento do regimento. Alcolumbre ainda lembrou que o Congresso aprovou a PEC da Transição em apenas 25 dias em 2023, demonstrando, em sua visão, a responsabilidade do Parlamento.

Encerrando com um tom de alerta, Alcolumbre reafirmou seu compromisso com o diálogo e a moderação, mas deixou claro que resistirá a qualquer tentativa de interferência nas prerrogativas do Senado. "Todos aqueles que tentarem usurpar as prerrogativas do Senado Federal terão um presidente do Congresso que vai à frente para defender a legitimidade do voto popular", concluiu, reforçando o papel equalizador da Casa entre os estados da Federação.

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