31 de julho de 2025
BRASÍLIA

CPMI do INSS ouve ex-procurador do instituto e esposa por suspeita de receber R$ 11,9 milhões de esquema

Virgílio Filho e Thaisa Jonasson serão interrogados sobre operações financeiras ligadas a associações acusadas de descontos irregulares de aposentados

Por Redação
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Virgílio de Oliveira Filho foi afastado do cargo de procurador-geral do INSS em abril, após investigação da PF - Foto: Ascom/TRF-3

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS ouve nesta quinta-feira (23) o ex-procurador-geral do instituto, Virgílio Antônio Ribeiro de Oliveira Filho, e sua esposa, a empresária Thaisa Hoffmann Jonasson. As investigações da Polícia Federal e da Controladoria-Geral da União apontam que o casal recebeu R$ 11,9 milhões de empresas ligadas a associações suspeitas de realizar descontos irregulares em benefícios previdenciários.

Virgílio Filho foi afastado do cargo em abril por determinação da Justiça Federal, no mesmo dia em que a PF deflagrou a Operação Sem Desconto. De acordo com o senador Izalci Lucas (PL-DF), autor do requerimento de convocação, o ex-procurador é apontado não como "mero espectador", mas como um dos supostos beneficiários centrais da organização criminosa. "A figura que deveria atuar como o principal guardião da legalidade dentro do INSS pode ter-se transmutado em um dos arquitetos da fraude", afirmou Izalci.

Thaisa Jonasson, sócia de empresas como a THJ Consultoria Ltda. e Curitiba Consultoria em Serviços Médicos S.A., será questionada sobre sua suposta atuação na intermediação de pagamentos do esquema. Parlamentares do Novo, que também requereram seu depoimento, argumentam que ela é "fundamental para o completo esclarecimento da engenharia financeira e societária" que deu suporte aos descontos irregulares.

O casal integra o núcleo de investigações que apura um prejuízo de bilhões de reais aos cofres públicos e a aposentados vulneráveis. A CPMI busca detalhar como as associações investigadas, entre elas a Amar Brasil, conseguiram operar por anos com descontos não autorizados, supostamente com conivência de agentes públicos.

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