Bebidas adulteradas em SP têm metanol adicionado, não gerado por destilação
Polícia encontra fábricas clandestinas e bebidas contaminadas que intoxicaram 24 pessoas; governo paulista recebe autorização judicial para destruir os produtos
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O Instituto de Criminalística da Polícia Científica de São Paulo confirmou nesta quarta-feira (8) que o metanol presente em bebidas adulteradas foi adicionado de forma intencional, e não é resultado da destilação natural. A intoxicação por essas bebidas já atingiu 24 pessoas no país, algumas com risco de cegueira ou morte.
Segundo especialistas, o metanol é um álcool leve que deve ser descartado nas destilarias profissionais. Quando não há controle, como em produções artesanais ou clandestinas, ele permanece na bebida, representando sério risco à saúde. Doses acima de 4 ml podem causar cegueira, e superiores a 20 ml podem ser fatais, alerta o Conselho Regional de Química da Oitava Região (CRQ VIII).
Nos últimos dias, a polícia paulista intensificou as ações contra fábricas clandestinas. Em Campinas, mais de 3 mil garrafas suspeitas foram apreendidas. Um homem foi preso após a descoberta de uma fábrica clandestina de uísque, com 335 garrafas e dois galões de 50 litros. Outra ação da Polícia Militar encontrou 2,9 mil garrafas em um galpão, embora um suspeito tenha fugido.
Na terça-feira, cerca de 70 mil garrafas irregulares foram localizadas em depósitos no centro da capital paulista, muitas vencidas ou sem origem comprovada, resultando na prisão de dois homens. A Justiça autorizou a destruição de 100 mil garrafas apreendidas no inquérito sobre a adulteração.
*Com informações da Agência Brasil