STF suspende julgamento de Bolsonaro e réus por trama golpista; votos começam na terça
Primeira Turma do Supremo retoma processo em 9 de setembro; defesas negam crimes e atacam delação de Mauro Cid. Penas podem ultrapassar 30 anos
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O julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e de mais sete réus acusados de envolvimento na suposta trama golpista de 2022 foi suspenso nesta quarta-feira (3) pela Primeira Turma do STF e será retomado na terça-feira (9) às 9h. As sustentações das defesas foram concluídas nesta etapa, com advogados negando participação em crimes e questionando a credibilidade da delação do tenente-coronel Mauro Cid.
Principais argumentos das defesas:
- Augusto Heleno: Alegou distanciamento de Bolsonaro e nenhuma conversa sobre golpe;
- Jair Bolsonaro: Advogados afirmaram não haver "provas concretas" contra o ex-presidente;
- Paulo Sérgio Nogueira: Defesa disse que o general tentou dissuadir Bolsonaro de medidas antidemocráticas;
- Walter Braga Netto: Acusou a delação de Mauro Cid de ser "mentirosa" e coagida.
Próximas etapas:
O relator, ministro Alexandre de Moraes, será o primeiro a votar na próxima semana, analisando questões preliminares (como nulidades da delação) e o mérito do caso. Seguirão os votos de Flávio Dino, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin. A condenação exigirá maioria de três votos entre os cinco ministros.
Cenários:
- Penas podem superar 30 anos de prisão por crimes como golpe de Estado e associação criminosa armada;
- Prisão não será imediata: recursos precisarão ser julgados primeiro;
- Militares e policiais entre os réus podem cumprir pena em estabelecimentos especiais.
O julgamento está programado para ocorrer até 12 de setembro, mas um pedido de vista pode adiar a conclusão por até 90 dias.