Preço dos aluguéis volta a subir em agosto e supera inflação
Alta média de 0,66% interrompe desaceleração de três meses; capitais registram aumentos expressivos e imóveis de três dormitórios têm maior valorização
Publicado em
Os preços de locação residencial voltaram a subir em agosto, interrompendo a sequência de desaceleração registrada nos três meses anteriores. De acordo com o Índice FipeZap, divulgado nesta terça-feira (16), a alta média foi de 0,66% nas 36 cidades pesquisadas, superando tanto a inflação medida pelo IPCA/IBGE (-0,11%) quanto o IGP-M/FGV (+0,36%).
Entre os tipos de imóveis avaliados, as unidades de três dormitórios apresentaram a maior variação em agosto (+0,87%), enquanto imóveis de dois dormitórios registraram aumento de 0,54%. No total, 29 das 36 cidades monitoradas apresentaram alta nos preços, incluindo 20 das 22 capitais.
Entre as capitais com maior aumento estão Brasília (+3,55%), Teresina (+3,08%), Belém (+2,10%) e Vitória (+1,55%), seguidas por Recife, Aracaju, João Pessoa, Natal, Salvador, Maceió, Porto Alegre, Belo Horizonte, Florianópolis, Fortaleza, Cuiabá, Goiânia, São Luís, Rio de Janeiro, Curitiba e São Paulo.
No acumulado do ano até agosto, a alta média dos aluguéis foi de 6,83%, acima do IPCA/IBGE (+3,15%) e do IGP-M/FGV (-1,35%). Já em 12 meses, os preços de locação residencial registraram aumento de 10,04%, também superior ao IPCA (+5,13%) e ao IGP-M (+3,03%). Entre os imóveis, os de um dormitório lideraram a valorização anual (+10,99%), enquanto os de dois dormitórios tiveram a menor variação (+9,56%).
O preço médio de locação residencial ficou em R$ 49,77/m², sendo o maior valor registrado em imóveis de um dormitório (R$ 66,99/m²) e o menor em unidades de três dormitórios (R$ 42,59/m²). Entre as capitais, São Paulo (R$ 61,69/m²), Recife (R$ 60,65/m²) e Belém (R$ 60,65/m²) lideram os valores médios, enquanto Teresina (R$ 25,18/m²) e Aracaju (R$ 26,12/m²) registram os menores preços.
A rentabilidade média do aluguel residencial foi estimada em 5,94% ao ano, abaixo da projeção de retorno de aplicações financeiras nos próximos 12 meses. Imóveis de um dormitório apresentaram maior rentabilidade (6,70% ao ano), enquanto unidades com quatro ou mais dormitórios tiveram retorno de 4,87% ao ano.