31 de julho de 2025
DECISÃO DE MENDONÇA

Presidente da CPMI entra com mandado de segurança após decisão do STF sobre Careca do INSS

Senador Carlos Viana (Podemos-MG) quer assegurar presença de "Careca do INSS" e Maurício Camisotti nas investigações; ele classifica decisão de Mendonça como "injustificável"

Por Redação
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Ministro André Mendonça facultou a ida do Careca do INSS e Camisotti ao depoimento - Foto: Carlos Moura/SCO/ST

O presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), anunciou a entrada com um mandado de segurança para garantir a presença dos investigados Antonio Carlos Camilo Antunes, o "Careca do INSS", e Maurício Camisotti no colegiado. A medida é uma resposta à decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, que facultou a ida dos dois presos à comissão, ou seja, deu a eles o direito de escolha.

Carlos Viana afirmou, neste sábado (13), que a presença dos dois é essencial para elucidar as fraudes em descontos de consignados de aposentados e pensionistas, que causaram prejuízos a milhões de brasileiros. "Nós entendemos que é fundamental a presença dos dois investigados porque já estavam comprometidos a comparecer e eles, diante dos parlamentares, podem inclusive nos ajudar a esclarecer com muita rapidez tudo o que aconteceu", declarou o senador.

O presidente da CPMI disse respeitar, mas classificou como "injustificável" a decisão do ministro Mendonça, especialmente considerando que os dois estão presos preventivamente pela Polícia Federal desde a última sexta-feira (12), no âmbito da Operação Cambota. Viana destacou a diferença de objetivos entre as investigações: "O trabalho da Polícia Federal e do Supremo é muito diferente da CPMI. Nós fazemos uma linha investigativa, inclusive junto ao serviço público, para entendermos como todo esse roubo da Previdência aconteceu".

A expectativa do senador é que o mandado de segurança faça o ministro André Mendonça reavaliar sua decisão e obrigue o comparecimento de Antunes e Camisotti às oitivas já marcadas para esta segunda e próxima quinta-feira na CPMI, crucial para investigar um esquema que afeta diretamente os cofres da Previdência.

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