31 de julho de 2025
Rastreio

CPMI do INSS aprova quebra de 400 sigilos em investigação sobre fraude bilionária

Comissão do Congresso requisita acesso a dados bancários, fiscais e telemáticos de investigados, incluindo ex-presidente do INSS e empresários suspeitos de desviar recursos de aposentados

Por Redação
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CPMI do INSS aprova quebra do sigilo bancário de investigados - Foto: Lula Marques/Agência Brasil

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga a cobrança ilegal de mensalidades associativas descontadas de benefícios previdenciários aprovou, nesta quinta-feira (11), cerca de 400 pedidos de quebra de sigilos bancários, fiscais e telemáticos de investigados na fraude que atingiu milhões de aposentados e pensionistas do INSS. Entre os alvos estão o ex-presidente do INSS Alessandro Stefanutto e os empresários Antonio Carlos Camilo Antunes ("Careca do INSS") e Maurício Camisoti, já com pedidos de prisão preventiva aprovados pela comissão.

O presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), destacou que o objetivo é rastrear o patrimônio desviado: "Queremos saber exatamente onde está todo este patrimônio, tudo o que foi roubado da Previdência". Os requerimentos aprovados incluem solicitações de informações a órgãos como INSS, Polícia Federal e Controladoria-Geral da União (CGU), além de quebras de sigilo de associações, empresas e indivíduos vinculados ao esquema.

Ex-presidente do INSS nega conhecimento prévio da fraude

Em depoimento à comissão, o ex-ministro da Previdência e ex-presidente do INSS Ahmed Mohamad Oliveira (que atuou no governo Bolsonaro como José Carlos Oliveira) afirmou que a autarquia "não tem condições de fiscalizar" os Acordos de Cooperação Técnica (ACTs) firmados com entidades externas. Oliveira declarou que só tomou conhecimento das irregularidades após a deflagração da Operação Sem Desconto pela PF e CGU em abril de 2025, mesmo tendo ocupado cargos de comando no INSS entre 2021 e 2022.

A CPMI segue concentrada em apurar como o esquema operou e quem se beneficiou dos descontos ilegais, que desviaram bilhões de reais dos benefícios previdenciários. A investigação deve se intensificar nas próximas semanas, com novos depoimentos e a análise dos dados obtidos por meio dos sigilos quebrados.

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