31 de julho de 2025
TARIFAÇO DOS EUA

Governo deve adiar reação ao tarifaço dos EUA para depois das eleições, avalia Planalto

Integrantes do governo consideram improvável um avanço nas negociações com os Estados Unidos antes do pleito de outubro e apostam na continuidade do diálogo diplomático

Por Redação
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Apesar do cenário considerado desfavorável, a orientação no Planalto é manter abertos os canais diplomáticos com Washington - Foto:

O Governo Federal avalia que uma eventual resposta mais contundente ao tarifaço imposto pelos Estados Unidos deve ficar para depois das eleições de outubro. Nos bastidores do Palácio do Planalto, a percepção é de que o governo norte-americano dificilmente avançará em negociações para rever ou flexibilizar as tarifas antes da definição do cenário eleitoral brasileiro.

A avaliação ganhou força após declarações do secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, que responsabilizou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pela deterioração das negociações comerciais entre os dois países. Integrantes do governo brasileiro interpretam as manifestações como parte de uma estratégia política da ala ligada ao presidente Donald Trump.

Apesar do cenário considerado desfavorável, a orientação no Planalto é manter abertos os canais diplomáticos com Washington. A expectativa é que o diálogo continue, mesmo com a entrada em vigor da sobretaxa de 25% sobre produtos brasileiros exportados aos Estados Unidos.

Nos bastidores, interlocutores do governo acreditam que uma flexibilização das tarifas antes das eleições poderia ser interpretada como uma vitória política do presidente Lula, hipótese considerada improvável diante do atual ambiente político nos Estados Unidos.

Enquanto aguarda novos desdobramentos nas negociações, o governo brasileiro também intensifica conversas com os setores mais afetados pela medida para avaliar ações de apoio às empresas exportadoras. Paralelamente, busca ampliar mercados para produtos brasileiros por meio de negociações comerciais com países como Japão, Canadá e Emirados Árabes Unidos, na tentativa de reduzir os impactos econômicos da sobretaxa americana.